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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Achados e perdidos

Hoje de manhã, as 4:55, este cãozinho foi encontrado por meu marido Benedito, na rodovia 8,  dois semáforos depois da 472. Benedito estava indo para Toyama, notou algo estranho no comportamento dos motoristas, diminuiu a velocidade e deparou-se com o cãozinho correndo na pista, entre os carros, estava molhado pela chuva, assustado e sem coleira de identificação. Temendo que fosse morto por atropelamento, trouxe-o para casa. E então, o que fazer com o cachorro?
É comum vermos gatos de rua, mas cachorros não. Custam caro, são documentados e ficamos preocupados pois já que não estava faminto, deveria ter um dono procurando por ele, provavelmente algum idoso. Liguei para a polícia, e pasmem: além de conseguir me expressar corretamente e explicar o ocorrido, cinco minutos depois, as 6 da manhã, havia uma viatura na minha porta e um policial dentro da casa desta estrangeira. O que será que pensaram meus vizinhos? Pelo menos a sirene não estava ligada...
 Depois de respondermos um questionário sobre onde foi encontrado e consultados sobre a possibilidade de ficar com o cãozinho caso o dono não aparecesse, ele foi levado para ser encaminhado ao local apropriado. Estamos preocupados com a possibilidade dele vir a ser executado, respondendo a minha pergunta, o policial explicou que há um período de espera para que o dono apareça ou que alguém adote, caso isso não aconteça...

Achados e perdidos no Japão, como proceder?

Quando você liga para a polícia- 110- eles perguntam logo: Jikou desuka? Jiken desuka? Se é acidente ou outro acontecimento. Eu já havia feito essa aula na teoria, na classe de japonês que frequento, Waiwai Nihongo Taikoyama, e já havia utilizado na prática em duas situações: quando meu filho perdeu a carteira; que foi imediatamente encontrada por um japonês e entregue na delegacia, e num acidente com meu carro...

Reclamar de coisas perdidas ou devolver achados, toma muito tempo na delegacia, é preciso responder a uma bateria de perguntas, assinar papéis...   A pessoa que acha tem direito de 5 a 20% do valor do achado, mesmo que não queira receber nada, a outra parte tem a obrigação de ligar e agradecer.
São situações que a gente discute, treina em sala de aula, e quando acontece já temos uma noção de como agir.