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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Hoje acordei com saudades de mim...

Saudades de um tempo que não existe mais. Dos meus pés descalços, dos meus shorts curtos, subindo em árvores para comer frutas... _ Desça já daí muleca! Saudades da minha vó gritando que eu ia cair lá do alto, até caí! Mas não quebrei nada como ela praguejou... Saudades da minha prima Márcia, da nossa irmandade-amizade-rivalidade, como a gente dividia e disputava tudo, naturalmente. Dos meus primos lindos, por quem todas as meninas suspiravam mas que eu não podia porque éramos irmãos, segundo minha tia... Foi uma infância tão pobre e tão rica! Tão triste e tão cheia de alegrias. Ai que saudades da minha adolescência que nem vi passar, pensando que já era adulta. Saudades da minha inocência, da minha ingonância, dos meus sonhos que nem lembro mais quais eram... Saudades dos meus amigos que foram ficando prá trás... Do meu amigo Marco, de quem meus namorados( nem foram tantos), do primeiro ao último, morriam de ciúmes... Por que será que as mulheres se casam e o espaço para amigos homens desaparece? Se tivéssemos continuado unidos como éramos, hoje poderia ser tio dos meus filhos... Saudades do meu primo Nô,(em milésimo grau!), Nô que para um anjo só faltavam os chifres e o rabo! Cadê você peste?!... Saudades da Sandra, da Zélia...
Mas o tempo não pára! Voa! Não volta atrás! Avança sem dó nem piedade. E se eu pudesse voltar no tempo, sabendo-o como já sei, talvez errasse o dobro tentando errar menos. Ah, é tão difícil ser humana, sentir como sinto, viver como vivo à mercê do tempo...


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