Situada a quinze quilômetros da cidade de Nagasaki, a ilha que é tombada como Patrimônio Mundial da Humanidade foi habitada de 1887 até 1974. Em 1890 foi comprada pela Mitsubishi e usada na extração de carvão e moradia dos funcionários. Aliás, observando o porto, e a cidade em geral podemos notar toda a influência da Mitsubishi na economia local até os dias de hoje.
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| Lembrancinha, marcador de páginas |
Parte da ilha está aberta a visitação pública sob condições específicas. É obrigatório ao visitante assinar um termo de compromisso se comprometendo a não divulgar vídeos e fotos tiradas no interior da ilha. Isso é lembrado durante todo o trajeto até Gunkanjima e no desembarque. Não é permitido entrar nas áreas não delimitadas, tocar nas construções ou trazer escombros como souvenir.
O cenário de destruição é deprimente. Fora ou dentro da ilha, nos sentimos num presídio, no meio do mar, sem chance de fuga. É sufocante imaginar tanta gente, cerca de 5.259 habitantes, morando numa ilha tão pequena, e os funcionários submetidos a condições quase escravas de trabalho, recebendo um terço do salário.
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| http://www.flickr.com/photos/kntrty/3720075234/ |
Segundo os guias que nos contavam a história mostrando fotos antigas, no local haviam escolas, correio, delegacia de polícia, etc. Nos prédios a beira mar, em que batem as ondas, moravam os menos importantes e as brigas entre os moradores eram resolvidas com uma simples ameaça de contar para a Mitsubishi. Havia um sistema de pontos para a troca de apartamentos, que eram minúsculos. Também havia uma sala de banho para os funcionários da mina se lavarem antes de voltar pra casa, em caso de acidentes; o falecido era entregue limpo, em respeito à família.
Foi um passeio interessante, uma triste aula de História!...







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