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domingo, 10 de setembro de 2017

SHISHIMAI MATSURI





Ontem eu adaptei a minha agenda(ohhh) para ajudar na alimentação das pessoas que participam desse festival anual do bairro (Shishimai), porque faço parte da associação das senhoras! Perguntei às outras sobre o significado da festa, ninguém soube me explicar! Na verdade, as pessoas comem e bebem o dia todo, e muito bem! De graça... essa dança, com crianças e adultos que se revezam, circula por todo o bairro, desde às 6 da manhã até tarde da noite, visita alguns comércios e casas de recém-casados, em alguns desses lugares ganham comida e bebida também... há uma mansão no bairro que oferece um banquete de aperitivos caros... E chega presente (bebidas) o dia inteiro...
Todos os participantes ainda ganham uma gratificação em dinheiro, mais a comilança que dura todo o dia! Onigiri, cerveja, chá, suco, udon, lamen, e uma infinidade de petiscos...
Cada casa do bairro contribui com 3 mil ienes (no bairro do meu chefe é 30 mil), para a realização da festa. Os clubes de idosos e senhoras, etc. dividem as tarefas.
Achei muito interessante participar disso!
Sempre vi de fora, na minha rua... Agora vi por dentro, e ainda vi como se prepara a refeição japonesa, do jeito japonês! Mais um aprendizado!😀😍💕
Silvia Chaparral

https://www.facebook.com/silvia.chaparral/posts/1867622456587690

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Dica de saúde


Mantenha sua máquina de lavar sempre aberta!
Após o uso: retire todas as roupas, não deixe roupas amontoadas ou esquecidas dentro da máquina!
Quando não estiver usando, deixe a tampa aberta!
No Japão há inúmeras alergias, recentemente colocaram essa recomendação na máquina de lavar da empresa, para evitar que a máquina crie mofo/bolor (kabi/カビ) e contamine as pessoas! 
(Os funcionários sempre esquecem uniformes dentro da máquina...)
De repente, você é alérgico e nem sabe...
Gostei dessa dica!😀

domingo, 27 de agosto de 2017

Seminário sobre as atividades dos estrangeiros em Toyama- I


Realizado por Toyama Kokusai Center e Kōenki Zaidan Hōjin, o evento aconteceu no Edifício Intec, das 14 às 16 horas e contou com a presença de japoneses e estrangeiros de vários países, sendo apenas três brasileiros...
Os palestrantes convidados:
Minoru Kiguti, brasileiro atuante na comunidade brasileira da província, tradutor e intérprete, mora em Toyama desde 1991, atua em várias atividades e associações em prol da nossa cultura e comunidade.
Kin Rei, chinesa, no Japão desde 2009, formou-se recentemente, é funcionária de uma empresa e tem um histórico de atuação intensa junto a estudantes estrangeiros.
Jack Lee Randall (acho que é assim que se escreve), americano, artista de performances com bonecos, veio como turista, se apaixonou por Toyama, voltou para uma temporada e ficou por aqui...
Nawab Ali Behlum, paquistanês, empresário do setor de exportação de carros usados para 15 países, atuante na comunidade local, juntamente com sua NPO faz trabalhos voluntários em asilos, eventos, patrulhas, etc.
Matsumoto Chiko, japonesa, filha de mãe japonesa e pai africano, do Kongo, músico. Cantora, apresenta-se por todo o Japão divulgando também a música e cultura africana, apesar de japonesa é vista como estrangeira...
Todos os participantes falaram sobre suas atividades na província, problemas enfrentados e objetivos a serem conquistados, apresentando os pontos positivos e negativos também.
Um ponto interessante, na minha opinião, foi o fato de que apesar de não ter intérpretes, eu pude compreender todo o seminário porque a linguagem utilizada foi compreensível, também me identifiquei com os relatos dos palestrantes e suas aspirações!
Para quem se interessar em participar desse tipo de evento ( se vc leu até aqui talvez se interesse), há mais três edições já programadas, com temas diferentes:
2: dia 16 de setembro, sobre o que fazer quando ficar doente, se machucar, cuidados necessários, etc.
3: 14 de outubro, para saber mais sobre as atividades dos estrangeiros em Toyama...
4: 18 de novembro, diferenças culturais de etiqueta e comportamento, etc.
É preciso fazer inscrição, por e-mail ou telefone ( veja na foto no link).

De vez em quando, fazer algo para o seu próprio bem é muito bom! Principalmente quando você e sua família são os maiores beneficiados! No Brasil, fora algumas palestras sobre incêndios e primeiros socorros nas escolas, não temos o hábito nem tantas oportunidades de participar de treinamentos para catástrofes naturais; apesar das enchentes, das tempestades, dos deslizamentos, dos tremores de terra, já que fomos educados para pensarmos que nosso país é seguro e não há terremotos...
É claro que essas atividades, corriqueiras na vida dos japoneses, não parecem tão interessantes, sacrificam nossas poucas horas de descanso e lazer mas, se o pior acontecer o que vamos fazer? Pra onde fugiremos, como, quando? Nossas crianças fazem treinamentos nas escolas, ok! Elas terão que zelar pela nossa segurança, além das traduções que já fazem?
Ninguém está preparado para o perigo, por isso os treinamentos são periódicos!
E apesar de sermos moradores de Imizu participamos do evento de Takaoka, com orientações específicas para estrangeiros, com tradução simultânea em português e chinês!
Além da comunidade local, dos estrangeiros, o evento contou com a presença das autoridades locais incluindo o prefeito! A imprensa também estava presente.
Além das orientações comuns, aprendemos a fazer várias coisas úteis para situações de calamidades (fotos)
Foi muito bom, útil e interessante!

https://www.facebook.com/silvia.chaparral/posts/1852138218136114

sábado, 24 de junho de 2017

CAP- Toyama- Workshop sobre Prevenção de Violência Infantil na Classe Waiwai Nihongo-Taikoyama



No dia 18 de junho participei de um  workshop sobre prevenção de violência infantil, na classe de ensino voluntário de língua japonesa Waiwai  Nihongo-Taikoyama em Imizu. O evento foi  realizado pelas integrantes da organização CAP- Child Assault Prevention, unidade  de Toyama.
       

Waiwai  Nihongo-Taikoyama


O que é o CAP?
CAP é um programa americano que surgiu em Ohio, Colombus, em 1978. Foi apresentado no Japão por  Morita Yuri em 1985,  começou a ser desenvolvido em 1995 e em 2009 foi aberto o Centro de Treinamento Hokubu, J-CAPTA. Desenvolve trabalhos de workshops para crianças e adultos, nas escolas e comunidade, deixando claro que é um lugar seguro para as crianças buscarem ajuda.


O programa é dirigido a adultos e crianças, trabalha para desenvolver três pontos principais em relação as crianças, pontos estes que são mencionados e questionados durante toda a atividade, em constante interação com os participantes do workshop.

Anshin: segurança emocional

jishin: autoconfiança

Jiyu: liberdade
Os três principais objetivos do programa
Participaram da atividade professores voluntários da classe de língua japonesa Waiwai Nihongo-Taikoyama e estrangeiros de várias nacionalidades.
Inicialmente foi feita a apresentação do projeto, seguida de questionamento sobre os tipos de situações de violência e os locais onde acontecem: trabalho, escola, bairro, na própria casa, etc. Violência física, sexual, emocional...
 Discutiu-se a forma como esses atos acontecem, através de um teatrinho presenciamos a encenação de situações comuns de bullying infantil e algumas formas de como lidar com isso. Também foram apresentadas algumas dicas de defesa pessoal, modo de reagir e fugir. É demonstrado como a criança pode atingir a perna do raptor, por exemplo, para fugir e a distância segura para se manter longe do alcance de um estranho e possível raptor.
Outro ponto importante destacado é a forma como o adulto deve se portar em relação a criança, também foram encenadas situações de comunicação, em que o adulto deve demonstrar que está ouvindo a conversa, através de expressões faciais, olhar, interjeições (hum... sei... etc.), deixando claro que a criança está sendo ouvida, que pode falar. É importantíssimo ter alguém de confiança, que pode ser da  família, um amigo, um professor, a mãe de um amigo.



Voltando aos pontos básicos: eles são trabalhados como forma preventiva de violência infantil e curativa. A criança precisa se sentir segura física e emocionalmente o tempo todo e ter autoconfiança para fugir da situação de perigo, pedir ajuda e sentir-se livre pois, todos sabemos que o medo aprisiona, causando transtornos psicológicos e até suicídios. Então, a criança conseguirá reagir, dizer não! Não quero! Buscará ajuda, um meio de fuga, alguém pra falar! E será livre, como toda criança deve ser. 
Isso é o que eu entendi da proposta do projeto, que, inclusive, tem o selo Unicef. Maiores informações podem ser obtidas nos links abaixo.
Particularmente, eu gostei de participar da atividade, de refletir sobre este assunto e ver como está sendo tratado no Japão, afinal, a violência infantil é cada vez mais constante no mundo inteiro. Tanto no Brasil quanto no Japão nos deparamos com situações até inacreditáveis de casos que acontecem dentro da própria família ou no ambiente escolar. 



Para quem ainda não conhece  o trabalho dos voluntários da classe Waiwai, eu gostaria de dizer que não é apenas um local para aprender a falar japonês mas, um porto seguro para os estrangeiros residentes em Toyama; um grupo de voluntários que se preocupa em desenvolver trabalhos e atividades de integração entre estrangeiros e japoneses. Vale a pena frequentar!

https://waiwainihongo.jimdo.com/
南太閤山コミュニティセンター 
富山県射水市中太閤山13丁目3-1

http://toyamacap.wixsite.comtoyamacap

Tel : 070-5060-8758    

 Fax : 076-441-2277

 toyamacap@gmail.com


http://www.unicef.or.jp/news/2016/0090.html

http://cap-j.net/program


sábado, 22 de abril de 2017

Reunião de Primavera

Talvez um pouco ou muito diferente de outras culturas, na vida social dos japoneses existem eventos exclusivos para os funcionários. De acordo com o calendário da empresa, podem haver várias reuniões  no decorrer do ano, tais como: Reunião de Fim de Ano, Ano Novo, Primavera, Outono, viagem anual da empresa (nacional ou internacional), etc., além das saídas simplesmente para beber...


A participação não é obrigatória e para os eventos oficiais é descontado, mensalmente, uma pequena taxa de contribuição, que será devolvida caso a pessoa não participe.


Neste ano, nossa reunião de Primavera foi num luxuoso onsen chamado Tsugi Koizuki, em Toyama.
Quartos amplos e confortáveis, ofurôs de vários tamanhos e temperaturas, sauna, hidromassagem, ofurô ao ar livre.... O Hotel conta ainda com serviços de estética e massagem. Neste dia estava lotado de turistas de Taiwan que vieram participar de um passeio ciclístico na região...


O jantar, tudo muito lindo... eu até como sahimi, mas...
O café da manhã foi muito melhor, self service, com comidas japonesa e ocidental... Ufa!
Pena que nessas festas a gente nem tem tempo de desfrutar o hotel.

http://www.tsurugi-koizuki.com/en/


sábado, 18 de março de 2017

Novos Tempos!

Esta é uma semana feliz para muitas famílias, muitos "estrangeirinhos" se formando nas escolas japonesas! Isso não é apenas uma vitória pessoal, é um sinal de que as coisas estão mudando por aqui! Há 15, 20 anos, pouquíssimas crianças estrangeiras estudavam e as informações de como estudar, como colocar seu filho na escola; quase nem existiam!

Infelizmente junto com a imigração brasileira no Japão veio aquele conceito muito usado no Brasil: filha de empregada doméstica tinha que ser " empregadinha doméstica"; estudar pra quê? Filho de operário no Japão, tinha que ser operário também...
Nada contra a profissão de doméstica ou operário/a! EU SOU OPERÁRIA! Com muito orgulho! Mas hoje os filhos dos estrangeiros, aqui residentes, podem ser outras coisas, podem tentar outras profissões, podem sonhar!
E os pais e mães já não são mais "controlados" por tantoushas e empreiteiras que determinavam o que podíamos, ou não, fazer...não podem mais manipular as pessoas e as informações...
A "Era do cabresto " a-ca-bou!!