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domingo, 27 de agosto de 2017

Seminário sobre as atividades dos estrangeiros em Toyama- I


Realizado por Toyama Kokusai Center e Kōenki Zaidan Hōjin, o evento aconteceu no Edifício Intec, das 14 às 16 horas e contou com a presença de japoneses e estrangeiros de vários países, sendo apenas três brasileiros...
Os palestrantes convidados:
Minoru Kiguti, brasileiro atuante na comunidade brasileira da província, tradutor e intérprete, mora em Toyama desde 1991, atua em várias atividades e associações em prol da nossa cultura e comunidade.
Kin Rei, chinesa, no Japão desde 2009, formou-se recentemente, é funcionária de uma empresa e tem um histórico de atuação intensa junto a estudantes estrangeiros.
Jack Lee Randall (acho que é assim que se escreve), americano, artista de performances com bonecos, veio como turista, se apaixonou por Toyama, voltou para uma temporada e ficou por aqui...
Nawab Ali Behlum, paquistanês, empresário do setor de exportação de carros usados para 15 países, atuante na comunidade local, juntamente com sua NPO faz trabalhos voluntários em asilos, eventos, patrulhas, etc.
Matsumoto Chiko, japonesa, filha de mãe japonesa e pai africano, do Kongo, músico. Cantora, apresenta-se por todo o Japão divulgando também a música e cultura africana, apesar de japonesa é vista como estrangeira...
Todos os participantes falaram sobre suas atividades na província, problemas enfrentados e objetivos a serem conquistados, apresentando os pontos positivos e negativos também.
Um ponto interessante, na minha opinião, foi o fato de que apesar de não ter intérpretes, eu pude compreender todo o seminário porque a linguagem utilizada foi compreensível, também me identifiquei com os relatos dos palestrantes e suas aspirações!
Para quem se interessar em participar desse tipo de evento ( se vc leu até aqui talvez se interesse), há mais três edições já programadas, com temas diferentes:
2: dia 16 de setembro, sobre o que fazer quando ficar doente, se machucar, cuidados necessários, etc.
3: 14 de outubro, para saber mais sobre as atividades dos estrangeiros em Toyama...
4: 18 de novembro, diferenças culturais de etiqueta e comportamento, etc.
É preciso fazer inscrição, por e-mail ou telefone ( veja na foto no link).

De vez em quando, fazer algo para o seu próprio bem é muito bom! Principalmente quando você e sua família são os maiores beneficiados! No Brasil, fora algumas palestras sobre incêndios e primeiros socorros nas escolas, não temos o hábito nem tantas oportunidades de participar de treinamentos para catástrofes naturais; apesar das enchentes, das tempestades, dos deslizamentos, dos tremores de terra, já que fomos educados para pensarmos que nosso país é seguro e não há terremotos...
É claro que essas atividades, corriqueiras na vida dos japoneses, não parecem tão interessantes, sacrificam nossas poucas horas de descanso e lazer mas, se o pior acontecer o que vamos fazer? Pra onde fugiremos, como, quando? Nossas crianças fazem treinamentos nas escolas, ok! Elas terão que zelar pela nossa segurança, além das traduções que já fazem?
Ninguém está preparado para o perigo, por isso os treinamentos são periódicos!
E apesar de sermos moradores de Imizu participamos do evento de Takaoka, com orientações específicas para estrangeiros, com tradução simultânea em português e chinês!
Além da comunidade local, dos estrangeiros, o evento contou com a presença das autoridades locais incluindo o prefeito! A imprensa também estava presente.
Além das orientações comuns, aprendemos a fazer várias coisas úteis para situações de calamidades (fotos)
Foi muito bom, útil e interessante!

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