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sábado, 3 de novembro de 2012

Passeio Cultural



PASSEIO DE ÔNIBUS EM TAKAOKA.

Durante um dia, vamos passear de ônibus e conhecer a nossa Takaoka.
Visitar lugares bonitos, aprender um pouco da história, cultura e tradições e também conhecer pessoas.
Durante o percurso participaremos de QUIZ e no almoço, haverá uma explicação sobre IKEBANA.
Através deste passeio, vamos gostar ainda mais e sentir orgulho por morar em Takaoka.

Participem com amigos e familiares!

Quando: 2 de dezembro, de 9:30hr as 16:00hr horas.
Valor: 500 ienes (Inclui: ônibus, refeição, entradas, guia turístico e seguro.)
Local da partida: Na prefeitura de Takaoka  09h20min.
Visitaremos: Kojo Kouen, grande Buda, Takaoka Sekino Jinjya,
Templo Zuiryuji e Mausoléu de Maeda Toshinaga.
Inscrições: Prefeitura de Takaoka 1º andar de 13:00h as 17:00hr.
Ou pelo telefone 090-9444-9404 Minoru Kiguti. (au)


 
Realização: Associação Nipo-Brasileira de Toyama e
Prefeitura municipal de Takaoka. 
Colaboração: Associação de Intercâmbio Internacional de Takaoka
Apoio: Departamento de turismo da cidade de Takaoka.

Nome                                                              

Endereço                                                              

Telefone                      e-mail                          

domingo, 28 de outubro de 2012

Projeto Kaeru- Palestra em Takaoka

Foto: Minoru Kiguti
Já tinha ouvido falar do Projeto Kaeru na internet e nas revistas brasileiras que circulam no Japão e hoje fui conhecer pessoalmente na palestra realizada no Takaoka Fureai Fukushi Center, organizada pela Japonica, escola de língua japonesa de Toyama que tem atuado muito em prol dos estrangeiros. As psicólogas kyoko Nakagawa e Glaucia Sawaguchi estão percorrendo várias províncias do Japão para discutir a educação de nossas crianças. O projeto recebe patrocínio da empresa Mitsui Bussan... Até aí tudo bem mas... Agradeço muito às pessoas que participaram, e espero que tenha sido útil. Infelizmente a maioria foi de japoneses. Digo infelizmente porque o problema é nosso, são os nossos filhos que sofrem aqui ou no Brasil, são os nossos filhos que têm problemas de adaptação, são os nossos filhos o reflexo de nossa conduta... Felizmente algumas pessoas tiveram tempo e puderam perder algumas horas para participar da palestra.  Em geral, foi explicado o contexto do projeto, as atividades, o tipo de aluno que atendem, os problemas frequentes que levam à evasão escolar, etc . Abriu-se um círculo e pudemos conversar sobre vários assuntos, opiniões, perguntas e depoimentos de mães que também ficaram agradecidas pela visita das palestrantes. No geral, o projeto atende apenas a cidade de São Paulo e quem mora em outras localidades pode até ter ficado desapontado mas esse tipo de evento é uma orientação que serve para todos. É uma oportunidade de ouvir, discutir e mostrar nossos problemas... Não sei quantas crianças brasileiras estão estudando nas escolas de Toyama, mas com certeza esse número é bem superior a dez ou quinze... Que eu saiba, todas as crianças da rede pública de Takaoka receberam panfletos com ficha de inscrição em português... Havia panfletos nas lojas brasileiras, divulgamos no facebook, convidamos por email, telefone, boca-a-boca... Então, a participação dos brasileiros poderia e deveria ter sido maior... A palestra foi em português e traduzida simultâneamente por um profissional, com uso de fones, para os japoneses... até o tipo de lanche que comeríamos foi tratado com cuidado... A segunda parte do evento, acontece amanhã, 29/10, para  orientações individuais e eu espero que  pessoas interessadas compareçam. Sinceramente  gostaria que as pessoas percebessem que quanto menos a gente participa mais a gente se isola e daqui a pouco, as entidades se cansam ou acham que não temos problemas e nos abandonam de vez...
No final, eu não sabia se agradecia ou se pedia desculpas pelos que não compareceram... Mas essa é apenas a minha opinião... Pessoalmente, eu gostei de ter participado.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Brazilian Stores... um pouquinho de Brasil...


 







Domingo, 16 de setembro,  fui passear  no evento organizado pela Rosana Alecrim em  Imizu. Fiquei surpresa e contente em ver que muitos brasileiros foram prestigiar. Também haviam alguns japoneses e latinos da Bolívia, Nicarágua, Argentina... Tudo bem arrumadinho, com vendas de comidas típicas doces e salgados, saborosos e  com preços bem acessíveis, roupas, acessórios, artesanato, maquilagem, estúdio de fotos, cabeleireira, depilação com fio, música brasileira e boliviana,etc.  e o tão esperado Carimbó, dança típica do Pará. Já havia visto um ensaio das meninas, mas o resultado final foi maravilhoso. Primeiro porque fizeram tudo na maior boa vontade já que não são profissionais de dança, o grupo foi formado especialmente para esse evento e já está convidado a participar do Festival Internacional de Takaoka, em novembro. Segundo que, apenas uma integrante do grupo é natural do Pará, se reuniram, ensaiaram muito  e deram um verdadeiro show!    
                         
                   Fotos copiadas de Bela Crovador/ Elizabete M. Imamura e Rosana Alecrim
               
                                                                      

Rosana Alecrim, idealizadora do evento, natural do Paraná




          
              Sônia, idealizadora do grupo, natural do Pará



     




     
  Helenice, natural de Goiás         Carol, natural do Amazonas

          
Teresa, natural de São Paulo        Kyomi, natural de Minas Gerais
      





                                                                                           
        
                  

Foi uma tarde  agradável, conheci outras pessoas, revi amigos, conversei muito e me diverti.
Outra coisa  interessante e importante; um moço que está começando um trabalho de prevenção contra drogas, por conta própria sem nenhum vínculo com nenhuma instituição ou igreja, estava distribuindo panfletos feitos por ele mesmo visando chamar atenção, principalmente dos pais, para esse problema que infelizmente tem afetado muito nossa comunidade. Não dá prá fingir que o problema não existe e que nossos filhos estão salvos. É preciso discutir o assunto e que atitudes como essa sejam valorizadas.

Voltando a organização do evento, é preciso lembrar que é uma festa independente, feita na coragem e na criatividade de um grupo de brasileiros, sem patrocínios e com recursos próprios. Uma festa aconchegante em ambiente familiar. Por um  instante, estávamos no Brasil...
Parabéns!!!!






   

sábado, 15 de setembro de 2012

MINAMI TAIKOYAMA- 2012- TREINAMENTO: COMO AGIR EM CASO DE TERREMOTO?

Recentemente, o mundo parou e se sensibilizou pelas fortes imagens do terremoto e tsunami ocorridos em Fukushima, Iwate... No Brasil não temos praticamente nenhum tipo de prevenção ou mesmo orientação sobre como agir nesses casos. Faz parte de nossa cultura acreditar que estamos seguros lá, que os terremotos são fenômenos que acontecem em nossos  vizinhos, no Japão, nas Filipinas...
Mas e se acontecer um terremoto, se você precisar fugir de casa, para onde vai? O que vai levar? Como informar ou pedir informações? Como fugir em segurança?
Os japoneses treinam sempre, desde pequenos, pois não sabem quando ocorrerá e nem a intensidade do terremoto e se ocorrer precisam se manter calmos e organizados para fugir em segurança, se salvar e ajudar a salvar os vizinhos... Existem eventos anuais nas vilas e cidades.
Nós estrangeiros que moramos no Japão também precisamos participar desses eventos e aprender a nos preparar melhor!
Pensando nisso, nossa classe WAIWAI NIHONGO TAIKOYAMA, participará pela primeira vez de um treinamento comunitário.  Essa também é uma forma de mostrarmos que queremos nos integrar a sociedade local!

Dia 23 de setembro- domingo
Local:  Amaike Koen, em frente ao Osakaya, a partir das 9:20h.

Local de encontro do grupo: nos reuniremos no centro Comunitário Minami Taikoyama as 8:30h.

Haverá orientações sobre incêndio, como usar o extintor, como se proteger da fumaça, como usar o massageador AED, etc.

                                                                                                Silvia Chaparral

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

_Professora, eu não tenho pai...

Agosto é mês do folclore, mês de cachorro louco, e mês dos pais no Brasil. No mês das mães há uma infinidade de atividades bonitinhas para fazermos e mesmo as crianças que não têm mãe, fazem com todo carinho para presentear a avó, a tia ou até mesmo a madrasta... Evidentemente que é muito mais interessante. No mês dos pais também temos inúmeras atividades mas não é a mesma coisa... Nas minhas classes de alfabetização sempre fazemos essas atividades de colorir cartões, escrever cartinhas mas...
_Professora, eu não tenho pai! Eu não conheço ele!...
Um deles não sabia o que fazer com aquele cartãozinho.
_Ah, pode dar para o seu avô...
_Eu não tenho, vô...
A maioria das crianças brasileiras no Japão  têm uma família bem reduzida.
_Você não tem tio?
_Não...
_Padrasto?
Silêncio...
_Ah, tudo bem! Tem pai que é muito chato! Quando a gente não tem pai, só leva bronca da mãe... mas a sua mãe é boazinha, né... Tá vendo... tem mãe que é mãe e pai, tudo junto...
Ia dizer o que para aquela criança? Eu sabia exatamente como ela se sentia. Então disse a verdade, que eu mesma nunca havia feito  aqueles cartõezinhos porque não tinha prá quem entregar... Meu tio não era meu pai, meu padrasto me detestava,, meu avô materno não conheci, e outro gostava tanto de mim mas nunca veio me ver...
Realmente só passei a fazer esses cartões no Magistério e depois com meus filhos. Nunca me importei com isso, sempre levei na brincadeira o fato de só ter a mãe por perto. Mas o  olhar daquela criança tocou meu coração. Talvez ela quisesse ter um pai...

                                                                       Silvia Chaparral

domingo, 26 de agosto de 2012

Visto de reentrada no Japão. O que mudou?

Em julho de 2012 entrou em vigor no Japão o Novo Sistema de Registro de Estrangeiros. Muitos brasileiros têm dúvidas sobre a necessidade de tirar ou não o visto de reentrada no país. Antes, para não perder o visto, era necessário preencher um formulário, comprar um selo e retirar o visto no setor de imigração. Agora, caso você pretenda passar menos de um ano fora do Japão, o re-entry não é necessário. Isso não significa que você possa simplesmente sair e voltar sem nenhum papel, o que mudou é que não há mais a necessidade de comprar o selo, preencher o formulário e  entregar na Imigração. Ao deixar o Japão, o estrangeiro deve preencher um papel, um formulário de reentrada especial. O formulário é gratuito e pode ser preenchido na hora, ao passar pelo guichê da Imigração, no aeroporto, no ato da saída. Quem for se ausentar por um ano, precisa sim do re-entry. No retorno ao Japão, antes haviam duas filas, japoneses e estrangeiros, agora são três: japoneses, estrangeiros e estrangeiros com re-entry. Ficou um poquinho mais rápido mas mesmo os estrangeiros com re-entry especial, ou residentes, precisam tirar as fotos e as digitais. Ao entrar no país ainda é necessário preencher os formulários de declaração de bagagem. Qualquer dúvida, procure o setor de Imigração e lembre-se o re-entry não é necessário para períodos inferiores a um ano!
E boa viagem!
 
                                                                                                                  Silvia

sábado, 25 de agosto de 2012

Tadaima! (Voltei!) Brasil, eu e minhas impressões...

Passei nove anos ensaiando para visitar o Brasil. Não um retorno pois isso, no momento, me parece impossível, um passeio para visitar o que restou da família e amigos. Nesses anos todos muitas coisas mudaram, o país cresceu economicamente, as crianças cresceram, algumas pessoas queridas faleceram, mas isso eu já sabia pela internet...
Sair do Japão não é fácil, optamos por ir de ônibus de Toyama/Takaoka até Nagoya onde, eu e meu marido, nos encontramos com nossa filha enquanto esperávamos o ônibus gratuito da Emirates e então seguimos para Osaka e partimos para Dubai num vôo que sai por volta da meia-noite, só até aí gastamos o dia todo.


 Depois de horas e horas  de vôo, uma pequena decepção: enquanto no Japão temos banheiros limpos, lindos e confortáveis nas lojas de departamentos, no aeroporto mais famoso do mundo o banheiro é simples, sem charme algum, e uma fila de espera enorme...
Ainda sobre o aeroporto, é muito fácil de se locomover, basicamente se anda em linha reta, também ha painéis informando sobre números de vôos e locais de embarque. Difícil mesmo, foi encontrar um lugar para sentar... Pelos corredores, crianças dormiam amontoadas, no  chão, junto com suas mães... Há muitas lojas, restaurantes e tudo muito, muito caro. No retorno, comprei uns docinhos que pareciam gostosos mas só na aparência...

Mais um monte de horas e pronto! Aeroporto Internacional de Guarulhos... Pelos corredores de desembarque, homens de uma educação duvidosa comandavam a fila, me senti parte de uma boiada...
_Brasileiros na última fila... brasileiros na última fila...
Uma moça falava aos berros. No guichê final, mais um rosto antipático, e uma impressão de que aquela pessoa não tinha o mínimo preparo para estar ali... Ufa!... Depois de uma hora, conseguimos pegar nossas malas. Antes disso fui ao banheiro e  _Meu Deus!_ se prá uma brasileira já é chato, imaginem um turista estrangeiro ser recepcionado com um sanitário daqueles... Trocar dólares também parece um assalto, para vender 1,91, menos imposto, menos 15 reais de taxa. 2,13 para compra, mais imposto, mais 15 reais de taxa...
Mas tudo bem, meu irmão nos pegou e fomos prá Campinas e de lá para Presidente Prudente.
Que decepção! A rodoviária nova de Campinas é um poço de má organização e burocracia. Comprei o bilhete do último ônibus e o perdi porque enquanto meu irmão procurava um carrinho para carregar as malas o ônibus partiu... Troquei a passagem, tentei guardar as malas no guarda-volumes mas a antipática da funcionária que estava pegando o posto naquele instante não tinha troco e mandou que eu me virasse... No retorno, já sabendo que os carrinhos eram um problema, desci do ônibus e fui correndo pegar um... pois não é que o motorista da Andorinha foi embora para a garagem levando minhas malas... Novamente não consegui nenhuma informação no guichê de informações da rodoviária, no 0800 da empresa o atendimento é péssimo. Quando finalmente consegui falar na garagem, prometeram enviar as malas no carro do meio-dia e não cumpriram. Tive que buscá-las pessoalmente. Infelizmente a empresa Andorinha é a única com viagens diárias, talvez por isso, tanta eficiência... Outro fato interessante é que no Brasil, o consumidor é sempre o culpado!
Mas nem tudo são reclamações. Em Presidente Prudente, por exemplo, achei o atendimento do Poupatempo excelente, pessoas simpáticas, bem treinadas, educadas e ainda tem aqueles botõezinhos coloridos prá você escolher o nível do atendimento. Aliás, isso deveria ser copiado pelo comércio em geral... Em Costa Rica, também fui muitíssimo bem atendida!
Minhas férias, nove dias!!!! Que coisa, nove anos prá ir, nove dias de passeio? Passou muito rápido. Mas fiquei feliz em ficar um pouco com minha mãe, ver minha vó velhinha... caminhar no quintal da minha casa, andar pelas ruas da minha Vila Marcondes...
Também dei uma passadinha rápida em Maringá/PR e Costa Rica/MS. Maringá não conheço e não deu tempo prá conhecer, apenas visitei a família de meu irmão.
Mas  Costa Rica cresceu muito, toda asfaltada, linda! reencontrei amigos e me senti em casa, em família!
De volta ao Japão, a praticidade de despachar as malas no aeroporto e recebê-las na hora marcada, na manhã seguinte. Prá não dizer que não fui bem tratada no aeroporto de São Paulo, a moça da alfândega abriu minha mala que apitou e deixou passar as goiabadas, nem viu o pote de doce de leite...
O sistema de transporte do Japão é eficiente sim. Voltei de trem para Toyama/Takaoka. Trazendo nas malas, quilos e quilos de livros didáticos, uns docinhos e sem muitas histórias prá contar. O antendimento no avião é nota cem! Mesmo na classe econômica todos são muitíssimo bem tratados, fiquei  surpresa e satisfeita. Voar pela Emirates não foi barato mas compensou.
Na estação de Shin-Osaka, estava em dúvidas sobre o local de embarque e perguntei a uma japonesa, a moça saiu correndo subindo as escadarias e voltou com um guarda que viu meu bilhete e me confirmou sorrindo. Antes de tomar seu trem ela ainda me sorriu, se despediu e me deu um vidrinho de  vitaminas para descansar e deixar a pele bonita... Corpo cansado, pés inchados a ponto de não caber nos tamancos, cheguei em casa. Dois dias inteiros dormindo prá lá e prá cá, do sofá para a cama...
Retorno ao trabalho, e por azar, meu dia  de fazer um pequeno discurso e ler uma oração.
Todos esperando para saber da minha maravilhosa viagem... E agora, o que dizer? Que quase morri de calor no inverno brasileiro... que já não me acostumo mais com o barulho que as pessoas fazem, com as buzinas e latidos de cachorros, que no meu país o preço das coisas está altíssimo...  que as vendedoras ficam batendo papo entre si enquanto nos atendem... que algumas pessoas que diziam estar com saudades  nem me deram atenção ou um copo com água... Então eu disse que não tive muito tempo para passear ou fazer compras mas que fiquei feliz por ter visto minha mãe, algumas pessoas da minha família e alguns amigos que considero como família.
E agora, dona Silvia? Eu esperei tanto tempo prá ir e descobrir que não sei se estou no caminho certo, mas no momento meu lugar é aqui. Pretendo passear mais vezes no Brasil e assim não me chocar tanto.
O país que vai sediar as Olimpíadas e a copa do Mundo precisa mudar muita coisa! Tomara que dê tempo...



sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Pensando em filhos...

Deixe que seus filhos te dominem ainda quando crianças e
seja escravo pelo resto de sua vida...
Permita que gritem com você, em público ou não e
não se assuste quando um dia te fizerem calar a boca...
Não sobrecarregue os coitadinhos, não exija que façam suas tarefas de escola, arrumem seus quartos ou sejam responsáveis por seus erros...
Não os ensine a agradecer ou pedir desculpas nem licença, as crianças não têm culpa de nada e
você terá o resto  de sua vida para se culpar...
Dê-lhes todo o amor, carinho e dinheiro que tiver, substitua as broncas e diálogos por presentes e mesada e
você poderá passar o resto de seus dias vivendo de migalhas...
Não se estresse, deixe que a escola os eduque afinal os professores são pagos para isso mas,
só uma coisinha: se os professores mal têm tempo de educar sozinhos os próprios filhos ou se classe tem quarenta alunos também não é problema seu...
Não falte ao trabalho e nem  perca tempo indo a reuniões de escola prá ouvir sempre a mesma ladainha...
Ignore as críticas feitas pelo professor, pela diretora, por seus amigos ou vizinhos, essas pessoas vivem implicando com seus filhos e,
amanhã procure um lugar bem escondidinho prá chorar...

Dê-lhes toda a liberdade possível, sem cobranças, e
talvez  um dia poderá descobrir  que não existe receita para educar um filho mas existem regrinhas básicas a serem seguidas pelos pais e pelos filhos, e uma delas chama-se: res-pei-to!
Faça um favor a si mesmo, tenha apenas os filhos que puder educar!

                                                               Silvia Chaparral

sábado, 30 de junho de 2012

No, I not speak english...

Antes de vir ao Japão, estudei um pouco de japonês. O suficiente para fazer algumas perguntas e não entender a resposta, como constatei na chegada no aeroporto de Tokyo. Um ano depois, voltei ao Brasil e, novamente no aeroporto, tudo que eu queria perguntar ou era em japonês ou português, as coisas mais óbvias em inglês, esqueci.
Uma coisa é estudar inglês na escola, ouvir umas musiquinhas... outra coisa é fazer aula com um professor inglês... Meu Deus como é difícil. Nada a ver com o  que se ouve no Japão nem no Brasil. Vendo as palavras é facil imaginar o significado, muitas palvras parecidas mas a tal da pronúncia, a velocidade, a acentuação...
Da minha primeira aula ficaram algumas certezas:
1- Eu já tenho uma segunda língua: quando não penso em português já consigo pensar em japonês...
2-É muiiiito difícil e por isso mesmo, interessante. Não vou desistir...
3-Sim, eu quero, eu preciso aprender inglês.
Por que?
Porque eu decidi que preciso e pronto.

domingo, 17 de junho de 2012

Palavras soltas...

Não posso me dar ao luxo de dizer tudo o que penso a respeito de tudo e de todos, primeiro porque tenho sempre que pensar em não magoar as pessoas que afinal, as vezes, nem sabem o tamanho do mal que nos causam ou causaram... e segundo porque se digo como realmente vejo as coisas, sempre aparece alguém para pensar que sou fria ou revoltada...
Bom as vezes é preciso ter sangue de barata... Revoltada? Não. Não dá tempo.
Pensando bem, se fosse revoltada teria uma boa desculpa para enveredar no caminho das drogas, etc. Mas para isso teria que cair mais ainda, sempre me achei mais inteligente...
Algumas pessoas revoltadas tem tendências suicidas... Imagine eu deprimida, cortando os pulsos... se desse certo, perderia muito sangue, ficaria muito mais pálida... e se não desse, teria eu mesma que limpar o sangue espalhado pela casa...  Não. Pular de um lugar alto? Tenho certo horror de altura... ficaria empacada em algum lugar até o resgate chegar... Pular de uma ponte alta, sobre um rio ou o mar? Naquela água gelada? E se,  no sufoco, aprendo a nadar?.. Tomar um monte comprimidos juntos? Não, sempre tem um que corta o efeito dos outros, ou aparece alguém na última hora... e depois ainda vem a lavagem estomacal... Não, não sei fazer nó de forca, nem tenho boa pontaria... E passar do noticiário cultural para o policial? Nem morta...  kkkkkkkkkkkkk
Quem quiser, pode ter certeza que sou maluca. Revoltada? Não. Sou romântica mas também sou realista e apaixonada por minha vida. Eu me amo.
E finalmente, quem secar minhas lágrimas, me fizer sorrir, realizar os meus sonhos e pagar as minhas contas, talvez tenha direito de achar alguma coisa sobre mim ou me cobrar alguma coisa...

                                                                             Silvia Chaparral

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Mãe, posso te contar uma estória?...

Eu aprendi a ouvir estórias com minha avó materna, nordestina, analfabeta na época,  cheia de conhecimentos  e um talento prá nos fazer querer ouvir a mesma coisa várias vezes... Já adulta, descobri que a minha  favorita era na verdade um dos contos de Andersen...
Sempre gostei de ler, não assino nada que não tenha lido, aprendi isso nas novelas da Globo... Lia de rótulos de produtos a bula de remédios, quando ouvia uma música sabia quem era o compositor... Em Campinas, havia uma biblioteca circulante, num caminhão que vinha uma vez por semana e eu pegava um monte de livros, alguns devolvia até no mesmo dia... Na escola os livros circulavam, a gente comprava um e lia todos, tinha que fazer um resumo... No final, fiquei com Marcelino pão e vinho... No ginásio, Pedro Bandeira, lemos a coleção. No colegial, cada um por si e Harold Robins, Sheldon, prá todos, 300, 400 páginas em três dias. Jorge Amado, Érico Veríssimo...
Antes de meus filhos nascerem eu já tinha várias coleções de clássicos ilustrados Disney, Monteiro Lobato, Andersen, Grimm, Perrault, Esopo e mais de 500 gibis... e  os usei no pouco tempo em que lecionei.
Depois, já com meus filhos, todo dia uma estorinha e nas noites de tempestade, quando a energia caía, criávamos nossas estórias e minha filha sempre dava um jeito de acabar com o personagem principal... Assim também criei algumas como Dona Samambaia... Também não bastava ler, tinha que fazer drama, as vozes dos personagens...
Então, quando meu caçula aprendeu a ler, toda noite lia um trecho  da obra de Monteiro Lobato... A Emília, ah Emília...
_Mãe, tá acordada? Mãe...
Todo mundo sabe que ler melhora o vocabulário, a capacidade de concentração, o raciocínio, quem lê muito pensa rápido, entende, analisa melhor, escreve melhor, e surpreende os professores nas atividades de interpretação de textos, etc.
_Nossa, você tem respostas profundas... quantas vezes você leu o texto?_ O professor japonês perguntou.
_Uma só... _ Meu filho respondeu...
E agora, com todos crescidos e sem pressa de ser avó, as cobaias  são outras...   minha nova coleção está circulando nas mãos dos meus alunos. A tarefa é ler. Ler para a mãe, o pai, a avó, ler. Ler várias vezes até entender. Depois, num caderninho próprio faremos o registro das leituras de cada um, nome do livro, autor, editora, personagens, resumo e a opinião do aluno. Gostou? Não gostou? Por que?... O objetivo é lógico, desenvolver o gosto pela leitura, etc. etc. E, como criança também não trabalha de graça, há um cartaz na parede com a lista de livros e o nome dos alunos, cada livro um adesivo de bolinha... Na festa de natal, quem tiver lido mais livros ganhará a maior cesta de doces... a corrida já começou...
_Professora, minha mãe dormiu na primeira página...




domingo, 20 de maio de 2012

Andorinhas solitárias- eu vi e gostei...

 Hoje, fomos ver o documentário Andorinhas Solitárias, sessão de cinema e debate na cidade de Takaoka, em Toyama. o filme acompanha a trajetória de um grupo de adolescentes no Japão e depois os visita no Brasil. Chegamos, já depois do início, eu, meu marido e nosso filho adolescente que foi praticamente obrigado a ir mas achei que seria importante para ele assistir um pouco dessa realidade que nos cerca e que as vezes, nem temos tempo de pensar... Alguns pontos me chamaram a atenção, quando a menina disse que nasceu e cresceu no Japão e não entendia porque era obrigada a voltar para o Brasil, que lá não era seu lugar... Ou quando o rapaz diz que foi criado como os japoneses, que vivia e pagava os impostos como os japoneses e agora havia sido preso por porte de maconha e seria devolvido ao Brasil, deportado... Outro jovem fala da dificuldade de se relacionar com o pai, os problemas que causou a família...
Dois jovens e o professor, produtor do filme, vieram para o debate. Na plateia, muitos adultos e poucos jovens, alguns jovens relataram suas experiências na escola japonesa. Uma senhora criticou a organização do evento, uma mãe elogiou e agradeceu, um senhor reclamou que havia se oferecido para ser voluntário e ensinar japonês e matemática aos estrangeiros mas que eles não aparecem...
Os dois jovens, Pablo e Yuri reponderam as perguntas do público e falaram sobre suas experiências. Yuri deixou claro que na ocasião em que participou de gangues era realmente divertido, mas que isso causou muitos problemas e sofrimento a ele e aos familiares. Também nos disse que não contava aos pais sobre os problemas na escola, que se tivesse alguém com quem conversar e se abrir, talvez pudesse ter sido diferente...
Uma pessoa também disse que as difrenças culturais são muitas entre nós, citando que os japoneses agradecem algo inúmeras vezes e os brasileiros apenas uma. Eu discordo e gostaria de ter dito que nós brasileiros realmente somos diferentes e que nos movemos mais por sentimentos que por obrigação ou etiqueta, quando agradecemos: agradecemos de coração... é claro que nem todos somos iguais, como em todos os povos... Mas esse não era o tema principal e eu me calei.
Voltando ao debate, eu esperava ver um número bem maior de brasileiros, já que somos a segunda maior comunidade estrangeira de Toyama, e as escolas de Takaoka enviaram convites as famílias. Nós brasileiros reclamamos muito das coisas que não temos aqui e precisamos valorizar mais o que nos oferecem. Eventos como esse são de grande importância, um assunto complexo que deve sim ser discutido com nossos filhos, que desconhecem a realidade do Brasil e vivem num mundo a parte no Japão. Como mãe eu fiquei pensando, em que mundo meu filho vive? Quem são os amigos dele? Que futuro ele terá?...
E prá finalizar, eu só posso agradecer a iniciativa das pessoas que produziram, participaram e estão promovendo o evento na comunidade. Que seja o primeiro passo de uma longa caminhada...
Só acho que para uma próxima exibição e debate, já que os participantes brasileiros dominam tanto japonês quanto o português, ao responder as perguntas deveriam eles próprios responder nos dois idiomas, assim as respostas seriam mais ágeis e mais fáceis de entender, aproveitando melhor o tempo em mais perguntas, ficaria menos cansativo para a platéia e para os próprios participantes... ficando o tradutor apenas para os japoneses.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Procurando uma resposta


_Professora, por que você quis ser professora? Pelo dinheiro? _Me pergunta um menino de oito anos.
A primeira resposta seria uma gargalhada. A segunda, a falta de opção. Precisava me formar e como não gostava tanto assim de matemática para ser contadora...
Na verdade, quando era criança, eu não sabia certo o que queria ser. Sempre soube o que não queria ser, e isso incluía não ser professora, cozinheira, esposa, mãe... me tornei tudo isso e gostei...
Na adolescência, queria ter ido para o exército, corpo de bombeiros, fazer teatro, estudar história antiga, desenho, ser  engenheira agrônoma,  piloto de avião...
E se a mesma criança me perguntasse: _Professora, por que deixou de ser professora?
Então eu seria obrigada a responder: _Pelo dinheiro...
Muitos professores trabalham por amor mas precisam de dinheiro prá sobreviver...
Como funcionária, substituta da prefeitura, depois de um mês inteiro de trabalho, planejamentos, dedicação, estresse também... ia buscar meu salário e... A funcionária, tão funcionária quanto eu, me olhava lá do alto de sua imaginária importância e arrogantemente dizia: _Não tem dinheiro hoje não...
Estaria eu pedindo esmolas? Era o que parecia. Mas não era sempre assim, não, as vezes recebíamos na sexta-feira, depois que o banco fechava, um cheque... Mas isso foi há muito tempo, espero que as coisas tenham mudado...
Mas então, professora por que voltou a ensinar?
Essa é uma resposta difícil. Existem coisas que fazemos para sobreviver, outras por prazer, obrigação,  e ainda outras que não tem muita explicação...
No meu caso, ser professsora não é ensinar, é apenas mostrar o caminho pelo qual o aluno vai caminhar para sempre... Eu não ensino, apenas divido o pouco conhecimento que tenho, e essa satisfação dinheiro nenhum paga... Talvez essa seja a minha maior missão, ser professora...




foto: sala de aula na minha casa: Japão, Imizu-shi

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Obra-prima

Então foi isso, depois de fazer tudo, já cansado, Deus pegou um  monte de barro e fez o homem. Por um tempo deve ter ficado feliz... Mas o bom artista não fica satisfeito facilmente e dando-se conta de que faltava o grande final, Deus pegou uma costela qualquer e fez sua obra-prima: a mulher...

domingo, 22 de abril de 2012

E agora?...


Dizem que a vida começa depois dos 40, esse conceito é bem velho... Mas pensando bem, prá quem formou família cedo, com os filhos crescidos é possível pensar um pouco em si mesmo. Em outros tempos, as mulher precisava se casar nova ou ficaria solteira para sempre... ou teria que aceitar qualquer coisa... Graças à Deus, e logicamente à ousadia de muitas que se atreveram a desafiar a sociedade machista, hoje a mulher pode escolher, errar, engravidar sem ser obrigada a casar, criar seus filhos sozinha e com dignidade, pode morar, dormir... junto com um homem e ser a namorada dele e não a amasiada/amigada. etc... Enfim, há algum tempo atrás fazer 40 anos era o fim da linha, o começo do fim... Hoje nessa faixa etária, tanto homens quanto mulheres, estão começando ou recomeçando suas vidas, casando, estudando, correndo atrás de antigos ou novos sonhos, amores, a idade não é motivo para desistir de si mesmo.
Depois dos 40, me olhei no espelho e me achei bonita. Me lembrei de velhos sonhos, de coisas simples que adorava fazer quando era menina, como colecionar brincos... Depois dos 40, descobri que eu não mudei, apenas me deixei quietinha num cantinho, trancada dentro de mim, e agora voltei. Mas o melhor ou pior de tudo, é que apesar do espelho, apesar dos documentos dizerem o contrário, no meu pensamento ainda sou aquela menina, muito longe dos 40. Teoricamente, posso estar na metade do caminho mas esta estrada é longa e vou percorrê-la até o fim, colhendo flores ou espinhos, renascendo todos os dias...

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Nas nuvens...











Era mais que um sonho. Talvez nem eu mesma me desse conta do quanto esperei por aquele dia.Um ano antes havia ficado triste porque todos foram, menos eu... E nem sabia que seria possível ser um deles. Então, de repente eu que só trabalhava, trabalhava... não tinha roupas, malas, sapatos... arrumei tudo e entrei naquele ônibus, parado na porta da fábrica. Destino: aeroporto internacional de Komatsu, eu fui para a Coreia do Sul. Avião subindo, friozinho na barriga, as nuvens... Menos de duas horas depois, via as montanhas, as águas congeladas... Chegamos. Hotel reservado, ônibus, guia turísitico, restaurantes, passeios e a única preocupação: diversão. Minha primeira viagem internacional com os colegas de trabalho.
Três de fevereiro, chegamos em Seoul, aeroporto simples, primeira gafe. Entro no banheiro, ouço uma mensagem gravada vinda do banheiro ao lado, procurando o botão da descarga, aperto o único botão que havia lá e dispara uma mensagem igual a que acabara de ouvir. Resultado, eu e minha colega não encontramos nada que desse descarga...
Primeira parada, um free shop com lojas Chanel, Prada, etc...Cadê o dinheiro? Cadê os coreanos e coreanas lindas que aparecem na tv? Só vi um ou dois... Cosmésticos... cosméticos... turistas com sacolas e sacolas cheias, máscaras e cremes de caracol... Atendimento impecável, em japonês, inglês, chinês... pagamento em dólar, euro, iene...
De volta ao ônibus, fomos para o hotel, no centro de Seoul. Olhando apenas para as montanhas parecia que estávamos em Toyama, mas em Toyama não tem aquele amontoado de prédios altos, e sobe ladeira, desce ladeira... me lembrei do Brasil... O hotel é grande, antigo pelas observações que fiz no banheiro, com um ofurô da mesma marca mas bem mais raso que os do Japão. Televisão antiga, no país da Samsung, com canais japoneses, aliás só encontrei o controle remoto no dia da partida, quando procurava por coisas sob a cama, também encontrei um cigarro, poeira no carpete... nós não fumamos... Meu Deus, há quanto tempo não dormia num colchão! Ficamos duas pessoas em cada quarto. Nem deu tempo de olhar a bela vista pela janela e já fomos nós para o ônibus, jantar!
Nem precisa dizer que os coreanos comem tudo com pimenta, e nessa hora é muito bom ter um pezinho no nordeste, kimchi é tudo de bom! Comemos karubi, uma carninha fatiada, suína ou bovina, assada numa churrrasqueira de mesa que lembra uma tampa, passa pimenta na carne, põe sobre uma folha que parece alface e ... ai que delícia... come... come... bebe... bebe... A cerveja é suave, eu que não gosto de cerveja, experientei e gostei. O saquê, uma bebida branca, doce, lembra a água que lavou o arroz, bom também... De volta ao hotel, os homens foram curtir a noite nos bares e cassino, as mulheres preferiram descansar... Não fomos fazer os tratamentos estéticos de sauna, ofurô e massagem que tanto atraem os turistas.
No dia seguinte, acordamos cedo, tomamos um café da manhã self-service no terraço. Não preciso dizer que experimentei absolutamente tudo! Depois fomos visitar os castelos, almoçar, passear num centro comercial tipo camelódromo, onde as pessoas te arrastam pra mostrar as coisas e como falam japonês! E como num camelódromo, o preço parece ser de acordo com a cara do freguês, poucas coisas tem o preço escrito, eu só comprei barbante para fazer crochê! Também fomos a uma loja chiquérrima da Samsung, só olhar mesmo! O jantar foi uma caldeirada de frutos do mar, divina! Depois fomos ver um show, Nanta, um teatro-comédia que tem como cenário a cozinha de um restaurante, hilário!
No domingo, acordamos cedíssimo para tomar o café da manhã num outro lugar,  ir a outro free-shop e aeroporto!... Ah, foi tão bom... passou tão rápido... Aprendi tanta coisa em tão pouco tempo...
Mas o que eu mais gostei, não foi a comida, nem a hospitalidade, nem as mordomias, com um guia japonês e uma guia coreana prá cuidar de tudo prá gente, o que eu gostei de verdade foi de passear com as pessoas com quem trabalho e me sentir parte do grupo deles, o que eu gostei foi da sensação de que éramos unidos, parecíamos uma família, um esperando pelo outro, um cuidando do outro, se divertindo juntos... Detalhe, o pessoal dos restaurantes ficaram assustados com a quantidade de comida e bebida que consumimos...
De volta a terra firme, não consigo tocar o chão, ainda estou flutuando!...