Essa frase muito usada por nós brasileiros, aqui não faz sentido. No Japão tudo tem dono! Os caquis apodrecendo no pés na beira do caminho, as verduras plantadas nos canteiros e terrenos desertos, as coisas caídas na rua... tudo.
Logo que cheguei aqui fui morar numa cidadezinha bem interiorana- Sassayama- e lá os próprios brasileiros diziam que tudo que se perdesse ali, podia voltar que encontraria, a não ser que um outro brasileiro passasse... E era verdade, quando a gente esquecia qualquer coisa em qualquer lugar sempre encontrava. E como tudo era longe, íamos a vários mercados, deixávamos as compras nos cestos da bicicleta, tranquilamente, enquanto comprávamos outras coisas ou passeávamos pelas lojas, e nada desparecia.
As vezes a gente vê na tv brasileira alguns herois, pobres, honestos, que encontram fortunas e devolvem para o dono, recebendo como recompensa míseros trocados. Desanima. Não se trata de pagar pela honestidade da pessoa, mas de premiar pois se tudo já estava perdido... Aqui no Japão, existe uma regrinha básica que manda pagar de 5 a 20 %do valor a pessoa que encontra, e a pessoa é quem decide se quer ou não. Eu aprendi isso na prática.
Um dia meu filho foi a uma loja de games, 10 minutos de casa, de bicicleta. Ao chegar lá, cadê a carteira? Voltou rapidamente procurando pelo caminho, nada. Uma tristeza só. Havia perdido 10 mil yenes. Procurou novamente em casa, procuramos pelo caminho... Então me lembrei de uma aula que havia tido no curso de japonês, tudo que é encontrado nas ruas é entregue na delegacia mais próxima. Então fui até a delegacia, registrei a ocorrência, desenhei a carteira, descrevi a cor, o modelo, a estampa, o conteúdo... ufa!!! No dia seguinte já havia uma mensagem no meu celular, dizendo para comparecer a central. Descrente de reaver o dinheiro, meu filho revirou a carteira e lá estava seus cartões de pontos e os 10 mil yenes! Então o policial me entregou um papel com um número de telefone e nome de uma pessoa, explicando sobre as normas de recompensa, disse que a pessoa não queria dinheiro mas que era importante telefonar e agradecer. Num curto espaço de tempo, a carteira caiudo bolso, alguém encontrou e entregou na delegacia...
Em outras ocasiões, já esquecemos cartão de banco nas máquinas de xerox das lojas de conveniência e recebemos telefonema do banco para buscar o cartão na agência, e nem sabíamos que havíamos perdido.
Enfim, o que é achado e não é devolvido, é roubo!!!
domingo, 18 de outubro de 2009
domingo, 9 de agosto de 2009
Eu sou gaikokujin!!!
Algumas coisas a gente até tenta entender... No Brasil, qualquer pessoa que tenha os olhos puxados, pode ser japonês, chinês, coreano, etc é chamado de japonês. Apelidos como Japa, Negão, Alemão, Branco, Preto, China, etc, nem sempre são discriminatórios, muitas vezes são colocados de forma carinhosa pelos próprios parentes ou amigos. Quando dizemos: a Dona Maria japonesa, por exemplo, é uma forma mais prática e rápida de dizer qual Dona Maria. Afinal, no Brasil, é normal o japonês -brasileiro se sentir 100% brasileiro mas preservando suas origens, sua cultura e gostar de ser visto como japonês, mas ... Mesmo quem tem sangue puro, que apenas nasceu e cresceu no Brasil, quando chega aqui descobre que é brasileiro! Não importa a cara de japonês, o sangue de japonês, é burajiru jin! Para as crianças deve ser muito mais complicado, principalmente para as que não tem traços japoneses e se veem como um ET no meio de todas as outras na escola. Acreditem, algumas crianças aparentemente japonesas omitem o fato de serem brasileiras, e até evitam ou proibem os pais de falar português em público...
Quanto a mim, ser estrangeira no Japão não é uma coisa que me torture, nem ligo muito pra isso, tenho orgulho sim de ser brasileira e ter um sangue que veio só Deus sabe de onde, provavalmente de índios, portugueses, africanos, espanhois... Outro dia no trabalho, na hora do almoço uma senhora conversou um pouco comigo em português, quando ela saiu houve um murmurinho, as outras pessoas não sabiam que ela é brasileira. Num outro dia, no mesmo horário, a mesma senhora puxou conversa, apenas em japonês! Mas respondi em português... Ontem uma outra veio trabalhar na mesma seção, não trocou sequer uma palavra comigo, quando foi embora um motorista brasileiro de uma empreiteira brasileira veio buscá-la... Aí fico pensando na inocência ou na ignorância das pessoas. Também outro dia vi na tv japonesa, um japonês-brasileiro dizendo em português que ´´antigamente quem plantava goiabas naquela região eram só os japoneses e que agora tinha muito gaijin plantando...`` Ora, no Japão nós somos gaijin, no Brasil todo mundo é brasileiro, mesmo os estrangeiros que desembarcam lá e nunca mais vão embora... E aqui, tudo que não é 100% nacional, é colocado no mesmo saco, de gaikokujin!!! É um tapa na cara de quem se achava superior aos outros mortais do terceiro mundo... e um dilema na cabeça dos inocentes, japoneses no Brasil, brasileiros no Japão... Ao menos EU sei quem sou...
Quanto a mim, ser estrangeira no Japão não é uma coisa que me torture, nem ligo muito pra isso, tenho orgulho sim de ser brasileira e ter um sangue que veio só Deus sabe de onde, provavalmente de índios, portugueses, africanos, espanhois... Outro dia no trabalho, na hora do almoço uma senhora conversou um pouco comigo em português, quando ela saiu houve um murmurinho, as outras pessoas não sabiam que ela é brasileira. Num outro dia, no mesmo horário, a mesma senhora puxou conversa, apenas em japonês! Mas respondi em português... Ontem uma outra veio trabalhar na mesma seção, não trocou sequer uma palavra comigo, quando foi embora um motorista brasileiro de uma empreiteira brasileira veio buscá-la... Aí fico pensando na inocência ou na ignorância das pessoas. Também outro dia vi na tv japonesa, um japonês-brasileiro dizendo em português que ´´antigamente quem plantava goiabas naquela região eram só os japoneses e que agora tinha muito gaijin plantando...`` Ora, no Japão nós somos gaijin, no Brasil todo mundo é brasileiro, mesmo os estrangeiros que desembarcam lá e nunca mais vão embora... E aqui, tudo que não é 100% nacional, é colocado no mesmo saco, de gaikokujin!!! É um tapa na cara de quem se achava superior aos outros mortais do terceiro mundo... e um dilema na cabeça dos inocentes, japoneses no Brasil, brasileiros no Japão... Ao menos EU sei quem sou...
sábado, 25 de julho de 2009
IJIME
No Japão, os maus tratos(físicos ou verbais) e perseguições que sofremos nas escola ou no trabalho, são chamados IJIME. Muitas crianças japonesas se suicidam a cada ano, deixando cartas pedindo perdão aos familiares por terem sido fracas. Talvez, ser forte signifique sofrer calado até que um dia tudo passe ou termine em suicídio. Muitos brasileiros também sofrem ijime, e as vezes pelo simples fato de não serem japoneses, são menos vistos pela escola. Pais e mães se armam de tradutores e vão até a escola reclamar sobre os maus tratos sofridos pelo aluno. As vezes reclamar é pior, somente os fracos reclamam... Numa situação igual, no Brasil os pais fariam um escândalo na escola, na Secretaria de Educação ou procurariam diretamente a polícia, a Delegacia da criança,os jornais, o rádio, a tv local, etc, etc... Aqui esse assunto parece ser exclusivamente da escola, que em muitos casos finge ou ignora que o ijime exista. Em alguns casos os pais das partes envolvidas são chamados à escola e a situação acaba. Mas o que fazer com as crianças que não querem mais frequentar a escola, que se sentem perseguidas, discriminadas?
Ijime não é assunto para a polícia, hoje isso ficou claro durante a aula de japonês onde haviam dois policiais convidados pra conversar sobre o trabalho da polícia com os estrangeiros. Uma africana, com lágrimas nos olhos, explicava pedindo ajuda para o problema com a filha na escola, o filho também está começando a sofrer discriminação na escola dele, as outras crianças o chamam de chocolate em japonês...
Sorte nossa que frequentamos uma classe ondes os voluntários que nos dão aulas se preocupam com nossos problemas, com certeza alguém do grupo irá com ela até a escola discutir o problema. E essa escola pode até não resolver o problema, mas ficará claro que essa estrangeira não é uma qualquer que veio aqui prá bagunçar o país... Quando um japonês/japonesa te acompanha a algum lugar pra resolver algo ou te apresenta a um emprego, por exemplo, é como se estivesse te avalizando. Daí a importância de fazer parte de um grupo, de prestigiar o trabalho dos voluntários. Por mais que nossos problemas não se resolvam, não nos sentiremos tão sozinhos e impotentes numa terra estranha onde nós somos a diferença! E viva a diferença, respeitando os diferentes!...
Ijime não é assunto para a polícia, hoje isso ficou claro durante a aula de japonês onde haviam dois policiais convidados pra conversar sobre o trabalho da polícia com os estrangeiros. Uma africana, com lágrimas nos olhos, explicava pedindo ajuda para o problema com a filha na escola, o filho também está começando a sofrer discriminação na escola dele, as outras crianças o chamam de chocolate em japonês...
Sorte nossa que frequentamos uma classe ondes os voluntários que nos dão aulas se preocupam com nossos problemas, com certeza alguém do grupo irá com ela até a escola discutir o problema. E essa escola pode até não resolver o problema, mas ficará claro que essa estrangeira não é uma qualquer que veio aqui prá bagunçar o país... Quando um japonês/japonesa te acompanha a algum lugar pra resolver algo ou te apresenta a um emprego, por exemplo, é como se estivesse te avalizando. Daí a importância de fazer parte de um grupo, de prestigiar o trabalho dos voluntários. Por mais que nossos problemas não se resolvam, não nos sentiremos tão sozinhos e impotentes numa terra estranha onde nós somos a diferença! E viva a diferença, respeitando os diferentes!...
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Sensei!...
Finalmente estreei como professora de português para japoneses! Difícil ensinar sons que simplesmente não existem na língua deles. Mas eu gosto de coisas difíceis, o desafio me parece saboroso. Se eu estou aprendendo japonês... Uma aluna quer aprender porque a amiga da filha mesmo sendo brasileira, fala japonês com perfeição, uma outra teve uma amiga brasileira nos tempos de faculdade, um menino tem amigos no ginásio, outra quer conhecer a cultura, culinária. E eu preciso tornar isso interessante, afinal são 2 aulas por mês, de 1h45min, não pode ser cansativo. A professora anterior era japonesa, eu sou 100% importada! Na semana anterior ensinei culinária brasileira no curso de japonês onde estudo, o prato principal era FRANGO COM PIRAO, pesquisei origem, historia,etc. Mas antes disso, dei feijão com farinha de mandioca, bolinho de arroz, casca de banana a milanesa,suco de guarana em po, e o povo gostou.Tudo explicadinho, quando temos dinheiro comemos isso e aquilo, quando não temos...Depois do pirao, pudim de padaria e cafezinho. Também pretendo ensinar culinária no curso de português. Enfim, mais uma porta que abriram e vapt! Já estou dentro! São pequenas mas valiosas oportunidades de resgatar um pouco da minha brasilidade, coisas esquecidas como a farinha de mandioca com chá mate ou leite... De volta, a sala de aula! Justamente eu, que não queria ser professora! Não, definitivamente eu não joguei pedras na cruz! Devo ter rabiscado: a-e-i-o-u! O destino me persegue! Mas ta bom! Ta muito mais que bom!
domingo, 21 de junho de 2009
DIA DOS PAIS????
Hoje é Dias dos Pais no Japão! Que me desculpem os pais, mas aqui esse dia é tão sem graça como no Brasil... Algumas promoções, liquidações, os shoppings cheios de famílias na praça de alimentação e as mães comprando alguma coisinha para os pais enquanto olham atentamente os artigos femininos... Dia das Mães é muito melhor, mais emocionante, mais especial, mais tudo! Por que pai é... é só pai né. Que maldade! Mas sorte de quem tem pai que não espanca, que não xinga, que não enche a cara e quebra a casa e a família... Sorte de quem tem pai que participa, se preocupa... Azar de quem se isola, culpa o pai por tudo, não deixa que ele participe de nada... Azar de quem acha que não tem pai, que se sente abandonado, mas não sabe e nem quer saber dos reais motivos do afastamento, não sabe das lágrimas que o pai derramou no decorrer dos anos que passam tão rápido, não sabe da saudade... Azar de quem se acha substituído por outros filhos, afinal para pais e mães os filhos são todos iguais, a diferença esta entre os irmãos apenas; quando esta. E eu que também não convivi com o meu pai, não sei se ele chorou por mim ou não, ele não me viu crescer, não me sustentou, cresci como muitas crianças brasileiras, me sentindo órfã e não me deixando adotar por ninguém. Nós filhos e filhas, só vemos o que não tivemos, só sabemos o que sofremos e na maioria das vezes traduzimos sentimentos em números e presentes, afinal somos filhos; eternas crianças! Boa desculpa, ne... Brasileiro no Japão tem dois Dias dos Pais, hoje e em agosto! Muita injustiça! Nos mães só temos o de maio, mas tudo bem somos generosas, compreensivas...
domingo, 7 de junho de 2009
De olhos abertos para o futuro...
Ultimamente estou assim, se me abrem uma porta; entro! Não interessa onde vai dar... Afinal a tal da integração com o Japão e os japoneses jamais acontecerá se eu ficar trancada em casa reclamando da crise e assistindo os canais brasileiros... ( nada contra!)
O nosso futuro é a velhice! A nossa e a dos outros. Para a nossa velhice, segura e tranquila, podemos trabalhar com a velhice alheia, esse campo parece amplo, até os japoneses estão querendo esse trabalho agora. Não deve ser fácil lidar com as dificuldades pessoais de cada um, principalmente aqui onde os idosos são muito bem cuidados. Mas se a velhice e a dependencia fisica é o nosso futuro óbvio, esse me parece um bom treinamento, principalmente emocional. Para trabalhar nesse setor, não basta pensar na questão financeira, nem saber fingir que gosta de idosos, é preciso se reeducar em muitas questões. Este campo está se abrindo mais aos estrangeiros, mas é preciso certa fluência no idioma, ler e escrever uma boa quantidade de kanji mesmo nos locais onde não exigem diploma de helper.
Outro dia, uma amiga japonesa, me conseguiu uma entrevista num asilo, para eu ver como era, como me sairia. Nesta porta aberta por ela, fui muito bem recebida, na verdade foi a primeira entrevista real que fiz em quase 7 anos de Japão, daí saiu o convite para conhecermos o local como voluntárias e se caso me interessasse trabalhar ali...
A porta se abriu e eu, vapt! entrei logo... Hoje fomos lá. Nem mesmo no Brasil, jamais visitei asilos, ainda que sempre tive vontade de ser voluntária de alguma coisa. Mas pelo que vemos na tv...
O local que conheci é dividido em 2 alas, na ala dos internos estão as pessoas que já não podem morar sozinhas, tem problemas fisicos, idade avançada, etc. 50 pessoas, 2 pessoas em cada quarto limpo. arejado e com banheiro, sofás pelos corredores, sala de refeições e recreação, vasinhos sobre as mesas, funcionários extremamente atenciosos... Na outra ala, ficam as pessoas que vem para determinadas atividades como o banho de ofurô, passeio,(hoje passeamos por uma hora por Shinminato, coisa que não podem fazer sozinhos ou a familia não tem tempo) etc. A sala de banho é imensa, uma primeira parte com uma banheira (ofurô) para aqueles que conseguem se locomover, numa segunda parte destinada aos que tem problemas de locomoção e uma terceira para os que não se movem, nesta há um tipo de maca que desce dentro da banheira. Enfim o idoso é prioridade o tempo todo. Os não internos são buscados e devolvidos em casa pelo ônibus da instituição. Outra coisa interessante é que aqui para se trabalhar com idosos é preciso usar a linguagem mais polida possivel, e ainda o dialeto local. Definitivamente o idoso não pode ser visto nem tratado como um trapo velho...
De vez em quando ( eu adoro isso!) é muito bom ser diferente, provavelmente a maioria dos velhin... ops, dos idosos, jamais viram uma alien do Brasil, assim tão simpatiquinha, tão bonitinha, tão de pertinho e quase falando a lingua deles. Mas fui muito bem recebida, uma senhorinha agradeceu muito dizendo que tem uns sobrinhos no Brasil, quase chorou. Uma outra me olhava com uma curiosidade, como seu fosse uma boneca importada... Todos me pediram prá voltar. No final, entraram em seus onibus e foram embora cheios de assuntos do Brasil enquanto um senhor se despedia com as duas mãos no peito formando um coração e sorrindo...
Valeu. Valeu pela porta que estão me abrindo e pela satisfação de ter contribuido para alegria dessas pessoas. Ao longo de minha vida, sempre ouvi muitos dizerem que tenho uma luz muito boa. que tenho o dom de iluminar as pessoas. Hoje, não consigo explicar o que vi no fundo dos olhos daquelas pessoas, saí de lá leve, com o coração feliz. Quando cheguei em casa, me olhei no espelho e me senti iluminada...
Eu voltarei lá.Numa próxima vez, num outro horário, prá ajudar de verdade. Quero aceitar o desafio, aprender a lidar com as dificuldades minhas e deles, aos poucos, aprender a linguagem formal, os termos técnicos...
Até que um dia, quem sabe eu entre prá ficar...
Enfim, um dia feliz!!!
domingo, 17 de maio de 2009
2009, o ano do Boi! Mas quem esta roubando a cena é o porco! Coitado...
2008 foi foi o ano do rato no horóscopo chinês. Literalmente! No decorrer do ano, encontrei, um após o outro 12 ratos dentro do vaso sanitário do banheiro da fabrica onde trabalhava, arg! Eu não tenho medo de baratas! Raridade, ne? Sou capaz de mata-las, pega-las pelas perninhas, jogar no lixo, sem ter chiliques... Mas ratos! Não grito, não desmaio, mas eu odeio ratos!!! Alguns deles, ainda vivos, tão indefesos, me olhavam com aqueles olhinhos- tasukete kudasai!!!- me pedindo socorro e eu, prommmmmmm, puxava a descarga. Assassina! O meu caçula me acusou. Nos dias seguintes aos assassinatos, como que de pirraça , na mesma hora, no mesmo sanitário, um cadáver boiando. O fantasma do rato que a senhora assassinou! Meu filho zombava. E eu ainda contei, doze!!!
Brincadeiras a parte, 2009 chegou com agravamento de crise economica, desemprego e a tal da gripe do porco. Mudaram o nome, mas já caiu na boca do povo. Deveria ser o ano do boi, mas a vaca foi pro brejo...
Não nos visitem por favor!!!
No Japão, a gripe A, ou do porco, ou suína, como queiram, é chama de shingata influenza ( nova gripe ou novo tipo de gripe). As orientações são claras, só viaje ao exterior se for muito necessário. Muitos intercâmbios de alunos que viriam da América, foram cancelados... O controle dos aeroportos sempre foi rígido, agora dizem que nos voos vindos do exterior, os passageiros respondem a um interrogatório escrito, ainda dentro do avião, onde devem também informar para que província, cidade, estão indo, durante um período deverão telefonar todos os dias ao Hokenjo(um tipo de secretaria de saúde municipal) informando o estado se saúde!
Normalmente, os japoneses usam mascaras quando estão gripados,doentes, também por causa da alergia ao pólen... Eles não tem muitos cumprimentos calorosos, "grudentos", como nós, como beijinhos e apertos de mãos. Não compartilham talheres, não bebem no mesmo copo, latinha, garrafa... Muitos já tem o habito, desde crianças, de lavar as mãos e fazer garagarejo sempre que voltam da rua. Apesar disso, a Gripe A chegou aqui e tem se alastrado por contagio humano direto. O pior é que os hospitais não estão preparados para atender doentes desse tipo. As pessoas estão sendo orientadas a telefonar ao escritório da Previdência Social antes de procurar hospitais, os plantoes funcionam inclusive aos sábados e domingos. As prefeituras estão distribuindo informações em vários idiomas. Tais como:
Embora o porco seja o vilão do momento, o cozimento da carne a 71 graus, mata o miroorganismo da gripe.
Cuidados para evitar a contaminação:
* ao tossir, escarrar ou espirrar, cobrir a boca e nariz com lenço de papel e jogar em cesto de lixo com tampa;
* usar mascara, ( já esta em falta no Japão), principalmente nos locais com muita gente;
* lavar as mãos e fazer gargarejo varias vezes ao dia;
* evitar passar as mãos nos olhos, no nariz ou na boca;
* evitar trens, onibus, locais com muita gente.
Em Toyama Ken, informações nos Centro de Previdência da prefeitura da sua cidade ou pelo telefone: 076-444-3225, das 9 as 21 horas. Os estrangeiros que não falam japonês, podem obter informações sobre tradutores no Centro Internacional de Toyama, pelo telefone 076-441-5654.
Brincadeiras a parte, 2009 chegou com agravamento de crise economica, desemprego e a tal da gripe do porco. Mudaram o nome, mas já caiu na boca do povo. Deveria ser o ano do boi, mas a vaca foi pro brejo...
Não nos visitem por favor!!!
No Japão, a gripe A, ou do porco, ou suína, como queiram, é chama de shingata influenza ( nova gripe ou novo tipo de gripe). As orientações são claras, só viaje ao exterior se for muito necessário. Muitos intercâmbios de alunos que viriam da América, foram cancelados... O controle dos aeroportos sempre foi rígido, agora dizem que nos voos vindos do exterior, os passageiros respondem a um interrogatório escrito, ainda dentro do avião, onde devem também informar para que província, cidade, estão indo, durante um período deverão telefonar todos os dias ao Hokenjo(um tipo de secretaria de saúde municipal) informando o estado se saúde!
Normalmente, os japoneses usam mascaras quando estão gripados,doentes, também por causa da alergia ao pólen... Eles não tem muitos cumprimentos calorosos, "grudentos", como nós, como beijinhos e apertos de mãos. Não compartilham talheres, não bebem no mesmo copo, latinha, garrafa... Muitos já tem o habito, desde crianças, de lavar as mãos e fazer garagarejo sempre que voltam da rua. Apesar disso, a Gripe A chegou aqui e tem se alastrado por contagio humano direto. O pior é que os hospitais não estão preparados para atender doentes desse tipo. As pessoas estão sendo orientadas a telefonar ao escritório da Previdência Social antes de procurar hospitais, os plantoes funcionam inclusive aos sábados e domingos. As prefeituras estão distribuindo informações em vários idiomas. Tais como:
Embora o porco seja o vilão do momento, o cozimento da carne a 71 graus, mata o miroorganismo da gripe.
Cuidados para evitar a contaminação:
* ao tossir, escarrar ou espirrar, cobrir a boca e nariz com lenço de papel e jogar em cesto de lixo com tampa;
* usar mascara, ( já esta em falta no Japão), principalmente nos locais com muita gente;
* lavar as mãos e fazer gargarejo varias vezes ao dia;
* evitar passar as mãos nos olhos, no nariz ou na boca;
* evitar trens, onibus, locais com muita gente.
Em Toyama Ken, informações nos Centro de Previdência da prefeitura da sua cidade ou pelo telefone: 076-444-3225, das 9 as 21 horas. Os estrangeiros que não falam japonês, podem obter informações sobre tradutores no Centro Internacional de Toyama, pelo telefone 076-441-5654.
sábado, 16 de maio de 2009
Dinheiro eu tenho...
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Meu Deus!!!
- Posso falar com a senhora um instantinho?
- Se você não quiser discutir religião, politica, ou me vender alguma coisa... Pode!
No Brasil, bastava isso a pessoa amarelava e sumia da minha porta. Não é que eu seja chata, eu sou! E não tenho a menor paciência em ouvir gente chata tentando me vender algo que não quero comprar, ou me fazer lavagem cerebral pra eu votar no candidato x ou me converter a religião y. E telemarketing? Minha mãe não está! Nunca estava, nem quando eu mesma atendia!
- Mãe, telefone!!!- Isso já era um código, principalmente quando o suposto guarda de todas as rua das vila, vinha tentar me convencer de que minha casa precisava da proteção dele...
Definitivamente, não joguei pedras na cruz! Devo te-la desmontando, reciclado, feito uns desenhinhos...Sempre tem alguém querendo salvar minha alma! Mas estou bem assim. O discurso as vezes é o mesmo:- Quando era católica, eu era infeliz, vivia cheia de problemas, dividas, meu marido bebia, fumava, não parava empregado, as crianças viviam doentes... Agora, encontramos Jesus e bla,bla,bla...
-Então, que bom é, a senhora ta satisfeita com a sua religião e eu com a minha!
Ora, qualquer pessoa que corte os maus hábitos, consegue algum progresso! Tem gente que precisa de um psicólogo pra isso, outros mudam de religião e como na nova casa tudo é melhor, mais aconchegante, as pessoas se sentem mais filhos de Deus que os outros... Não sou incrédula!!! Nem ateia. Um pouco a toa, talvez...
-Eh sempre assim, quando Deus bate na porta das pessoas, as pessoas batem a porta na cara de Deus!... Mas não tem nada não, um dia...- Ouvi isso quando tinha 15 anos, num sábado, dia de faxina, depois de ver o pregador pregando por mais de 2 horas na casa do vizinho, quando chegou minha vez, já fui logo dizendo que não tinha tempo...Ouvir as pragas foi pior... Quando Deus bate a minha porta? Ora, Ele habita em mim!!!
Eu não gosto de discutir religião! Digo isso a todos que vem a minha porta. Sou católica!(Sou?) Eu estou ocupada agora... Tenho visitas...
Aqui no Japão parece ser muito mais difícil se livrar dos pregadores, será que não percebem nos meus olhos que os recebo apenas por educação? Admiro muito a atitude deles em aproveitar as horas de folga, pra divulgar a religião e colher almas para o Senhor, mas sinceramente, depois de um dia exaustivo de trabalho não quero discutir religião. Alem disso, eu e Deus temos um relacionamento aberto, eu me permito acreditar e questionar algumas coisas, Ele me puxa as orelhas de vez em quando - e dói!!!- e assim vivemos muito bem, eu peço quando preciso, Ele me da quando pode, eu agradeço sempre, e reclamo também! Mas sou assim, ate sinto falta de uma doutrinazinha, mas... Quando passo na frente de uma igreja e ela faz -Psiu!! - entro e rezo. Ir a igreja, rezar da boca-pra-fora pensando no serviço que tenho pra fazer, ver que roupas as pessoas estão usando, não vou.
Você realmente quer que eu volte? Por que ninguém me pergunta isso? Eu responderia com toda sinceridade. Não!!! Me desculpe, mas não perca seu tempo comigo. Ou então, deixe o endereço de sua igreja que se um dia eu mudar de ideia, procuro. Sem nenhuma vergonha, procurarei mesmo.
Tenho muitas amigas não-católicas, e nenhuma delas tenta me converter a qualquer custo. Minha avo, católica apostólica romana, diz que não vou para o céu... Há quem ache que tenho até cara de evangélica, mas eu sou um anjo mesmo!...
- Se você não quiser discutir religião, politica, ou me vender alguma coisa... Pode!
No Brasil, bastava isso a pessoa amarelava e sumia da minha porta. Não é que eu seja chata, eu sou! E não tenho a menor paciência em ouvir gente chata tentando me vender algo que não quero comprar, ou me fazer lavagem cerebral pra eu votar no candidato x ou me converter a religião y. E telemarketing? Minha mãe não está! Nunca estava, nem quando eu mesma atendia!
- Mãe, telefone!!!- Isso já era um código, principalmente quando o suposto guarda de todas as rua das vila, vinha tentar me convencer de que minha casa precisava da proteção dele...
Definitivamente, não joguei pedras na cruz! Devo te-la desmontando, reciclado, feito uns desenhinhos...Sempre tem alguém querendo salvar minha alma! Mas estou bem assim. O discurso as vezes é o mesmo:- Quando era católica, eu era infeliz, vivia cheia de problemas, dividas, meu marido bebia, fumava, não parava empregado, as crianças viviam doentes... Agora, encontramos Jesus e bla,bla,bla...
-Então, que bom é, a senhora ta satisfeita com a sua religião e eu com a minha!
Ora, qualquer pessoa que corte os maus hábitos, consegue algum progresso! Tem gente que precisa de um psicólogo pra isso, outros mudam de religião e como na nova casa tudo é melhor, mais aconchegante, as pessoas se sentem mais filhos de Deus que os outros... Não sou incrédula!!! Nem ateia. Um pouco a toa, talvez...
-Eh sempre assim, quando Deus bate na porta das pessoas, as pessoas batem a porta na cara de Deus!... Mas não tem nada não, um dia...- Ouvi isso quando tinha 15 anos, num sábado, dia de faxina, depois de ver o pregador pregando por mais de 2 horas na casa do vizinho, quando chegou minha vez, já fui logo dizendo que não tinha tempo...Ouvir as pragas foi pior... Quando Deus bate a minha porta? Ora, Ele habita em mim!!!
Eu não gosto de discutir religião! Digo isso a todos que vem a minha porta. Sou católica!(Sou?) Eu estou ocupada agora... Tenho visitas...
Aqui no Japão parece ser muito mais difícil se livrar dos pregadores, será que não percebem nos meus olhos que os recebo apenas por educação? Admiro muito a atitude deles em aproveitar as horas de folga, pra divulgar a religião e colher almas para o Senhor, mas sinceramente, depois de um dia exaustivo de trabalho não quero discutir religião. Alem disso, eu e Deus temos um relacionamento aberto, eu me permito acreditar e questionar algumas coisas, Ele me puxa as orelhas de vez em quando - e dói!!!- e assim vivemos muito bem, eu peço quando preciso, Ele me da quando pode, eu agradeço sempre, e reclamo também! Mas sou assim, ate sinto falta de uma doutrinazinha, mas... Quando passo na frente de uma igreja e ela faz -Psiu!! - entro e rezo. Ir a igreja, rezar da boca-pra-fora pensando no serviço que tenho pra fazer, ver que roupas as pessoas estão usando, não vou.
Você realmente quer que eu volte? Por que ninguém me pergunta isso? Eu responderia com toda sinceridade. Não!!! Me desculpe, mas não perca seu tempo comigo. Ou então, deixe o endereço de sua igreja que se um dia eu mudar de ideia, procuro. Sem nenhuma vergonha, procurarei mesmo.
Tenho muitas amigas não-católicas, e nenhuma delas tenta me converter a qualquer custo. Minha avo, católica apostólica romana, diz que não vou para o céu... Há quem ache que tenho até cara de evangélica, mas eu sou um anjo mesmo!...
domingo, 10 de maio de 2009
Feliz Das Mães!!!
-Haha no hi omedeto gozaimasu!!!
Dizem que mãe é tudo igual,só muda de endereço. Filhos também... Pensam que são rebeldes, revolucionários, modernos, pensam!... Dizem que ser mãe é padecer no paraíso? Paraíso? Bem, talvez seja por isso que as japonesas, cada vez, mais preferem adotar gatos e cachorros ao invés de parirem seus próprios mons... digo, anjinhos.
Assim como outra datas, imagino que nos países onde seja comemorada, a data se tornou um importante apelo comercial. Aqui no Japão, diferente do Brasil, normalmente as crianças não voltam da escola trazendo presentinhos confeccionados na escola,( o meu nunca trouxe!) a escola não faz festinha com bolo pras mães... Mas as lojas fazem promoções iguais; sua mãe merece uma geladeira nova, a tv de plasma... Promoções de roupas, menus especiais de restaurante, promoções em onsen (thermas), passeios turísticos, enfim o comercio é o mesmo. Uma diferença? As flores mais vendidas são os cravos! As mães japonesas enchem a boca pra dizer que receberam cravos de seus filhos! As mães japonesas parecem "frias" mas quando se tornam avós, são extremamente carinhosas... E eu, acordei com uma surpresa carinhosa, flores sobre a mesa,, um cartão amoroso, e um presentinho! Sim, eu também ganhei cravos!!! Diferente das mães japonesas, também ganhei beijos!...
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Reflexões
As vezes a gente acorda
no meio de um pesadelo
querendo dormir pra sempre...
Muitas vezes a gente sorri
iluminando a vida de quem esta ao redor,
as pessoas vivem da luz que emanamos e
não percebem a escuridão em que vivemos...
Quantas vezes somos tão valentes em
suportar as coisas que nos ferem,
gritamos em silencio, choramos escondido,
encolhidos de medo, fortalecendo o inimigo...
As vezes dizemos "sim" quando queremos dizer "não",
e pensamos que "tanto faz", afinal já estamos perdidos...
Muitas vezes nos sentimos culpados
quando, na verdade, somos as vitimas...
Tantas vezes erramos tanto,
querendo acertar,
querendo preservar as pessoas...
E como tememos que descubram nossos segredos,
que nos julguem,
nos exponham,
e deixem de nos amar por causa de nossos "defeitos"...
As vezes o tempo passa rápido
levando nossas feridas,
as vezes parece que não vai passar nunca
e deixa enormes cicatrizes...
E nos revoltamos contra tudo,
todos,
contra nós mesmos,
por que ninguém nos percebe?...
Como somos cegos,
por mais que sejamos espertos
alguém ainda consegue nos enganar...
Não da pra voltar no tempo,
nem apagar com uma borracha magica,
enquanto não nascer novamente;
temos que seguir,mesmo que sorrindo por fora,
tentando iluminar a vida dos que
ainda precisam da gente...
afinal, somos humanos,
uns mais, outros menos...
no meio de um pesadelo
querendo dormir pra sempre...
Muitas vezes a gente sorri
iluminando a vida de quem esta ao redor,
as pessoas vivem da luz que emanamos e
não percebem a escuridão em que vivemos...
Quantas vezes somos tão valentes em
suportar as coisas que nos ferem,
gritamos em silencio, choramos escondido,
encolhidos de medo, fortalecendo o inimigo...
As vezes dizemos "sim" quando queremos dizer "não",
e pensamos que "tanto faz", afinal já estamos perdidos...
Muitas vezes nos sentimos culpados
quando, na verdade, somos as vitimas...
Tantas vezes erramos tanto,
querendo acertar,
querendo preservar as pessoas...
E como tememos que descubram nossos segredos,
que nos julguem,
nos exponham,
e deixem de nos amar por causa de nossos "defeitos"...
As vezes o tempo passa rápido
levando nossas feridas,
as vezes parece que não vai passar nunca
e deixa enormes cicatrizes...
E nos revoltamos contra tudo,
todos,
contra nós mesmos,
por que ninguém nos percebe?...
Como somos cegos,
por mais que sejamos espertos
alguém ainda consegue nos enganar...
Não da pra voltar no tempo,
nem apagar com uma borracha magica,
enquanto não nascer novamente;
temos que seguir,mesmo que sorrindo por fora,
tentando iluminar a vida dos que
ainda precisam da gente...
afinal, somos humanos,
uns mais, outros menos...
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Pergunta idiota, resposta...
Vira e mexe, alguém faz a mesma pergunta:
-Estudar japonês pra que?
Ai, eu respondo, né .
-Imagine se eu morro, chego la no céu e não encontro nenhum brasileiro! Vou conversar com quem?...
-Estudar japonês pra que?
Ai, eu respondo, né .
-Imagine se eu morro, chego la no céu e não encontro nenhum brasileiro! Vou conversar com quem?...
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Lembra de mim?
Eu tenho uma memoria otima, para filmes e livros, receitas, endereços, números de documentos... Mas aqui em casa todo mundo sabe, não me peçam pra guardar nada porque depois só Deus sabe onde esta guardado...
Logo que fui morar em Costa Rica, quase 700 quilometros distante de Prudente, estava la tranquilamente trabalhando no supermercado do meu sogro quando, um senhor gordo entrou e não parou de olhar mais pra mim, ate que começou o interrogatório;
- Sua mãe não se chama...?
-Sim...- Com uma voz desconfiada.
- Seu pai...
- Siim...
- Você não morava...
- Sim...
- Você não lembra de mim?!
Pensei, revirei a memoria e; - Não!...
- Sou eu!!! O... pai da sua madrinha!
Ele tinha me visto nascer, me pegou no colo ate meus 4 anos!!! Já fazia uns 14 que não me via...
- Logo que te vi pensei, que com essa cara você não podia ser filha de outra pessoa!
4 anos, e queria que eu me lembrasse...
Ainda em Costa Rica, numa festa a pessoa chega em mim, beijo, beijo, tudo bem? Tudo bem... Penso, penso, quem será essa pessoa? Não lembro!
- E seu pai? Ta bem?
Pai? Ah, sempre achavam que eu era filha do meu sogro.-Ta! Ta bem!
- E seu irmão, não veio?
Irmão? Irmão, ah deve ser o Luiz que era o mais famoso. - Não, não veio!...
Tempos depois, a mulher me encontra e pede desculpas, havia me confundido com outra pessoa igualzinha a mim, ate no jeito de rir. E o pior é que nunca conheci meu clone. Dessa vez eu era inocente e de uma outra também...
O telefone toca.
-Alo, Silvia?
-Sim!
-Sou eu...
-Ah, oi!...- Penso, penso, nenhum arquivo encontrado...
-Nossa, sua voz ta diferente!
-Ah, eu to gripada...
-E o Marcio?
-Marcio?!!
-Sim, seu irmão!
-Meu irmão? Não tenho irmão com esse nome não...
-Você não é a Silvia?
-Sou...
-Seu telefone não é 217-2050?
-Não!!! Meu telefone é 217-2005...
Na esquina da rua de baixo, havia outra Silvia...
Mas pior que ser abraçada na rua e não se lembrar de jeito nenhum da pessoa é esquecer o próprio professor de português! Aula que sempre gostei.
Um dia estava no Palácio da Cultura de Prudente, participando de alguma coisa sobre reciclagem, num outro espaço havia um lançamento de livro. De repente um sujeito se aproxima, era o autor, conversa comigo, pergunta se não me lembro dele, diz que foi meu professor de português no primeiro colegial do Sarrion, e eu nada!!! Ate hoje não me lembro dele!
-A vida é assim mesmo, o aluno esquece o mestre mas o mestre jamais esquece um aluno!!!
Ele me esbofeteou com essa frase.Edgar. Depois disso, ao menos o nome, não me esqueci...
Outra vez, estava esperando minha mãe, no recinto de exposições de Prudente, e um chato ficou me encarando, do outro lado da rua, na porta de um restaurante. O chato era meu primo!A gente não se via havia anos, ele se lembrou de mim!
Aqui no Japão, com estresse, correria, tpm, xiiii!!! Piorei muito. Tanto que, um dia resolvi aproveitar a consulta medica e pedir umas vitaminas pra melhorar a memoria.
-Que tipos de coisas você anda esquecendo?
-Ah, doutor, esqueço coisas que tenho que fazer, datas, onde guardei as coisas, de repente esqueço o que estou pensando, e...
-Ah, isso é completamente normal! Ontem mesmo eu esqueci onde estacionei o meu carro...
Logo que fui morar em Costa Rica, quase 700 quilometros distante de Prudente, estava la tranquilamente trabalhando no supermercado do meu sogro quando, um senhor gordo entrou e não parou de olhar mais pra mim, ate que começou o interrogatório;
- Sua mãe não se chama...?
-Sim...- Com uma voz desconfiada.
- Seu pai...
- Siim...
- Você não morava...
- Sim...
- Você não lembra de mim?!
Pensei, revirei a memoria e; - Não!...
- Sou eu!!! O... pai da sua madrinha!
Ele tinha me visto nascer, me pegou no colo ate meus 4 anos!!! Já fazia uns 14 que não me via...
- Logo que te vi pensei, que com essa cara você não podia ser filha de outra pessoa!
4 anos, e queria que eu me lembrasse...
Ainda em Costa Rica, numa festa a pessoa chega em mim, beijo, beijo, tudo bem? Tudo bem... Penso, penso, quem será essa pessoa? Não lembro!
- E seu pai? Ta bem?
Pai? Ah, sempre achavam que eu era filha do meu sogro.-Ta! Ta bem!
- E seu irmão, não veio?
Irmão? Irmão, ah deve ser o Luiz que era o mais famoso. - Não, não veio!...
Tempos depois, a mulher me encontra e pede desculpas, havia me confundido com outra pessoa igualzinha a mim, ate no jeito de rir. E o pior é que nunca conheci meu clone. Dessa vez eu era inocente e de uma outra também...
O telefone toca.
-Alo, Silvia?
-Sim!
-Sou eu...
-Ah, oi!...- Penso, penso, nenhum arquivo encontrado...
-Nossa, sua voz ta diferente!
-Ah, eu to gripada...
-E o Marcio?
-Marcio?!!
-Sim, seu irmão!
-Meu irmão? Não tenho irmão com esse nome não...
-Você não é a Silvia?
-Sou...
-Seu telefone não é 217-2050?
-Não!!! Meu telefone é 217-2005...
Na esquina da rua de baixo, havia outra Silvia...
Mas pior que ser abraçada na rua e não se lembrar de jeito nenhum da pessoa é esquecer o próprio professor de português! Aula que sempre gostei.
Um dia estava no Palácio da Cultura de Prudente, participando de alguma coisa sobre reciclagem, num outro espaço havia um lançamento de livro. De repente um sujeito se aproxima, era o autor, conversa comigo, pergunta se não me lembro dele, diz que foi meu professor de português no primeiro colegial do Sarrion, e eu nada!!! Ate hoje não me lembro dele!
-A vida é assim mesmo, o aluno esquece o mestre mas o mestre jamais esquece um aluno!!!
Ele me esbofeteou com essa frase.Edgar. Depois disso, ao menos o nome, não me esqueci...
Outra vez, estava esperando minha mãe, no recinto de exposições de Prudente, e um chato ficou me encarando, do outro lado da rua, na porta de um restaurante. O chato era meu primo!A gente não se via havia anos, ele se lembrou de mim!
Aqui no Japão, com estresse, correria, tpm, xiiii!!! Piorei muito. Tanto que, um dia resolvi aproveitar a consulta medica e pedir umas vitaminas pra melhorar a memoria.
-Que tipos de coisas você anda esquecendo?
-Ah, doutor, esqueço coisas que tenho que fazer, datas, onde guardei as coisas, de repente esqueço o que estou pensando, e...
-Ah, isso é completamente normal! Ontem mesmo eu esqueci onde estacionei o meu carro...
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Bonitinha, mas...
Quando eu era jovem e bonitinha, me achava feia e gorda. Agora que estou feia e gorda, descobri que era magra e... Ser bonitinha, me rendeu alguns episódios como; um dia estava preenchendo um cheque para pagar uma conta, enquanto eu escrevia o atendente abusado ficou olhando pra minha cara e sorrindo cinicamente.
-Que foi?
-Nada não, to te achando bonitinha!...
-Ah!...
Nisso meu marido apareceu.
-Que foi, Bem?
-Ah, nada não! Ele ta me achando bonitinha!...
Eu era assim, cinismo se paga com cinismo. Agora piorei um pouco... O coitado só não apanhou porque meu marido disse a ele que ia respeitar seu lugar de trabalho.
Uma outra vez foi um doidinho que passava todo dia em frente da nossa lanchonete e mexia comigo. Que doido que nada! Meu marido ficava p da vida.
Todos os dias a tarde, ele passava na nossa calcada e;
-Ee, branquinha, você é bonitinha, hein...
-Ee, branquinha quer casar comigo?
-Ee, branquin...- Meu marido estava com uma garrafa pet vazia na mão e pá! Deu-lhe uma garrafada na bunda...
No dia seguinte, e nos outros tambem, do outro lado da rua:
-Ee, branquinha... você é bonitinha mas eu não vou mexer mais com você não porque seu marido é muito bravo...
Hi.hi,hi... mexe comigo, mexe!...
-Que foi?
-Nada não, to te achando bonitinha!...
-Ah!...
Nisso meu marido apareceu.
-Que foi, Bem?
-Ah, nada não! Ele ta me achando bonitinha!...
Eu era assim, cinismo se paga com cinismo. Agora piorei um pouco... O coitado só não apanhou porque meu marido disse a ele que ia respeitar seu lugar de trabalho.
Uma outra vez foi um doidinho que passava todo dia em frente da nossa lanchonete e mexia comigo. Que doido que nada! Meu marido ficava p da vida.
Todos os dias a tarde, ele passava na nossa calcada e;
-Ee, branquinha, você é bonitinha, hein...
-Ee, branquinha quer casar comigo?
-Ee, branquin...- Meu marido estava com uma garrafa pet vazia na mão e pá! Deu-lhe uma garrafada na bunda...
No dia seguinte, e nos outros tambem, do outro lado da rua:
-Ee, branquinha... você é bonitinha mas eu não vou mexer mais com você não porque seu marido é muito bravo...
Hi.hi,hi... mexe comigo, mexe!...
terça-feira, 21 de abril de 2009
Egoista, eeu? Imaginem...
Desde muito antes de pensar em vir ao Japão, eu trabalhava no restaurante da família, nas horinhas de folga fazia croché, tricô, reciclagem, pintava panos, desenhava, escrevia contos, editava pagina cultural, participava de concursos culturais ( ate ganhei alguns), etc, etc... Sempre que podia, antes de dormir era sagrado assistir ao menos a abertura do Jo Soares, que ainda era no SBT. Uma bela noite, ele estava entrevistando uma médium que pintava quadros lindíssimos, com os pes! Eu rapidamente pensei: Ah, por que uma coisa dessas não acontece comigo?!... Nisso, acabou o primeiro bloco e foram pro intervalo comercial. Nesse tempinho, eu cochilei e acordei num triz com a resposta. Foi tão rápido, que não sei se sonhei ou "alguem" me respondeu:- Isso não acontece e jamais vai acontecer com você porque você é egoísta demais pra fazer uma coisa tão linda assim e assinar qualquer outro nome que não seja o seu!...- Essa doeu! Meio assustada, eu ri sozinha concordando; imagine se eu ia ter aquela trabalheira toda e assinar Van Gogh... Renoir... Portinari... Di Cavalcanti... Mas nem viva!!! Eu ia assinar bem bonitinho Silvia Chaparral! Só pra deixar claro, eu não sou espirita,(e nem tão católica) e isso aconteceu de verdade!!!
sábado, 18 de abril de 2009
O GOVERNO JAPONES DISTRIBUI DINHEIRO AO POVO
Já chegou. Meu convite para receber meu presentinho chegou. Todos os japoneses, e estrangeiros devidamente legalizados, receberão o auxilio em dinheiro para gastar no que quiserem. A medida é para estimular o consumo e ajudar o comercio a enfrentar a crise. O prazo de entrega do documento devidamente preenchido e acompanhado das copias exigidas pode variar de acordo com a cidade, mas menores de 18 anos e maiores de 65 anos receberão 20,000 yenes e os demais 12,000 yenes(+ou-120 dólares). Ricos ou pobres, todos tem direito ao bonus. Para quem nao quiser o dinheiro, basta assinalar. Em Imizu shi, depois de receber e conferir o documento, a prefeitura depositara o dinheiro em cerca de 1 mês. Mas já existem espertalhoes querendo roubar, inventando golpes para tomar esse dinheiro do povo, as prefeituras estão avisando que o dinheiro será depositado na conta bancaria, nenhum funcionário esta autorizado a telefonar pedindo dados ou marcando encontros em caixas eletronicos, qualquer duvida, ir pessoalmente a prefeitura. Nos dias 16 e 17 de maio, das 9 as 15 horas, no Centro administrativo de Kosugi, haverá tradutores para esclarecimentos aos brasileiros. Não preencha o documento as pressas, leia com atenção ou procure orientação pois em caso de erros, o auxilio poderá demorar ou ser cancelado. As pessoas que não receberem a notificação, devedores de impostos ou não, devem se informar nas prefeituras.
Hum... em casa...
O que vamos fazer com esse dinheiro? Bem o da criança vai pra poupança da criança! E o resto?...
Bom, como eu não tinha mesmo... vou gastar! Gastar??? Não! Vou devolver ao governo!
Não. Eu não estou ficando louca! Vou devolver pagando um pouco das contas que devo ao Governo, impostos, seguro nacional de saúde...Oh, céus!!!
Hum... em casa...
O que vamos fazer com esse dinheiro? Bem o da criança vai pra poupança da criança! E o resto?...
Bom, como eu não tinha mesmo... vou gastar! Gastar??? Não! Vou devolver ao governo!
Não. Eu não estou ficando louca! Vou devolver pagando um pouco das contas que devo ao Governo, impostos, seguro nacional de saúde...Oh, céus!!!
quinta-feira, 16 de abril de 2009
TADAIMA!!!
- Konnichiwa!!!(kon niti uá)
Quando trabalhava perto de casa, sempre que voltava de bicicleta ou caminhando, encontrava alguns vizinhos e os cumprimentava dizendo boa tarde em japonês.
-Okaeri!
E eles sempre me respondiam sorridentes, com essa palavra que, entre outras coisas, pode significar, benvinda à casa ou que bom que você voltou! E era bom ouvir isso, era como se me dissessem que fui aceita na vizinhança. Agora que trabalho mais longe e não os vejo mais, sinto falta desse carinho.
O estilo de vida japonês utiliza muitas expressões, do acordar ao adormecer, e eles não se cansam de repeti-las o dia inteiro. Seja em casa, na escola ou no trabalho, os cumprimentos são indispensáveis, não importa que o outro não responda. Os agradecimentos também. Mas existem japoneses e japoneses... Uns tão simpáticos, outros... isso é outra historia!
No inicio a gente até pensa que são estranhos, estão sempre se desculpando por tudo, depois percebemos que eles usam a mesma palavra prá pedir desculpas, licença, agradecer...
Fazer parte de uma vizinhança significa; cumprimentar, não fazer barulho pra não incomodar os outros, jogar o lixo corretamente, devidamente separado nos locais e dias estipulados, pagar a taxa da associação do bairro, ajudar os vizinhos a limpar os bueiros e valetas das ruas 2 vezes por ano...
As vezes, a gente até se surpreende.
-Konnichiwa!
-Boa tarude!
-Ham?!!...
Meu vizinho, um senhor quase simpático, está aprendendo os cumprimentos em português pela internet...
-Tadaima!!!(voltei!!!)- Como todo japonês, ao abrir a porta da minha casa agora também digo isso. Depois de um dia exaustivo é sempre bom voltar!
-Okaeri!!!- As flores do meu jardim respondem...
Quando trabalhava perto de casa, sempre que voltava de bicicleta ou caminhando, encontrava alguns vizinhos e os cumprimentava dizendo boa tarde em japonês.
-Okaeri!
E eles sempre me respondiam sorridentes, com essa palavra que, entre outras coisas, pode significar, benvinda à casa ou que bom que você voltou! E era bom ouvir isso, era como se me dissessem que fui aceita na vizinhança. Agora que trabalho mais longe e não os vejo mais, sinto falta desse carinho.
O estilo de vida japonês utiliza muitas expressões, do acordar ao adormecer, e eles não se cansam de repeti-las o dia inteiro. Seja em casa, na escola ou no trabalho, os cumprimentos são indispensáveis, não importa que o outro não responda. Os agradecimentos também. Mas existem japoneses e japoneses... Uns tão simpáticos, outros... isso é outra historia!
No inicio a gente até pensa que são estranhos, estão sempre se desculpando por tudo, depois percebemos que eles usam a mesma palavra prá pedir desculpas, licença, agradecer...
Fazer parte de uma vizinhança significa; cumprimentar, não fazer barulho pra não incomodar os outros, jogar o lixo corretamente, devidamente separado nos locais e dias estipulados, pagar a taxa da associação do bairro, ajudar os vizinhos a limpar os bueiros e valetas das ruas 2 vezes por ano...
As vezes, a gente até se surpreende.
-Konnichiwa!
-Boa tarude!
-Ham?!!...
Meu vizinho, um senhor quase simpático, está aprendendo os cumprimentos em português pela internet...
-Tadaima!!!(voltei!!!)- Como todo japonês, ao abrir a porta da minha casa agora também digo isso. Depois de um dia exaustivo é sempre bom voltar!
-Okaeri!!!- As flores do meu jardim respondem...
terça-feira, 14 de abril de 2009
Gomen kudasai!...
A porta se abre e a vizinha chama em voz alta, é uma senhora japonesa muito simpática e cheia de etiqueta. Entrega um um pacote feito de jornal com algumas flores dentro, essas da foto, lindas!!! São do seu jardim! Rapidamente se despede e vai embora, nem adianta convidar para entrar, em dois anos ela jamais passou do hall. Alias para isso serve o hall, que os japoneses chamam de genkan(guenkam), a intimidade do lar não é exposta sem grandes motivos. Eles nao entram, e quando te convidam a entrar, não esperam que aceite. Tal como a gente quando diz a alguém: vai passear la em casa... rezando para a pessoa não ir! Voltando as flores, depois eu retribuo com algum bolo, pão caseiro... Ela ainda me trará mais flores pois estamos na primavera e seus canteiros estão repletos! Também vai presentear os outros vizinhos. Muitos japoneses repartem com os vizinhos aquilo que produzem em seus quintais, ou coisas que ganham em grande quantidade. Parece uma troca, outro dia levei chuchu, sim eu plantei!!! Ganhei pistaches... cebolinha... Os japoneses parecem cheios de rituais, formalidades, prestam atenção nos pequenos detalhes... Quando me mudei para esta casa, 2 anos antes, eu sabia que tinha que cumprir certas formalidades; como comprar presentinhos iguais ( que pode ser toalhinhas de rosto, sabão em pó...) e levar nas casas dos dois vizinhos laterais e nos dois da frente. Fiz isso, recebi elogios pela atitude e o respeito deles. Amizade é outra coisa, mas toda vez que recebo flores da vizinha, ou qualquer outra coisa, toda vez que me olham e cumprimentam, sei que me respeitam, que não me veem como um gaijin(estrangeiro) arruaceiro. Eu não quero virar japonesa, (coisa que seria possível apenas no papel...) mas em qualquer lugar do mundo que se viva, é preciso se render a etiqueta local, respeitar os costumes e tentar aprender alguma coisa!!! Coloquei as flores num vasinho e elas estão la enfeitando o armário(onde guardamos os sapatos antes de entrar, toda casa japonesa tem um...) do hall.
- Gomen kudasai!!!- ( qualquer coisa tipo por favor!!!) Agora é a minha vez de ir ate o hall da casa dela, agradecer as belas flores e levar alguma coisa. -Arigato gozaimashita!..
domingo, 12 de abril de 2009
Ah!...
Se eu resolvesse ir embora agora, gastaria algumas horas até chegar ao aeroporto internacional de Nagoya, Osaka ou Tokyo, teria que chegar lá muitas horas antes do embarque, me apresentar no balcão da agência, retirar minha passagem, despachar as malas, e esperar!!! 12 horas de voo depois, esperar mais 4, 6 ou 8 horas em algum aeroporto de algum país... Mais 12 horas de voo, aeroporto de Garulhos! Ah! Cheguei! Não? Não... Mais um tempinho até Campinas, descanso na casa da irmã e... 8 horas de ônibus... Ah, mas eu poderia pegar outro voo direto pra minha cidade, sim se não tivesse que esperar mais um século, ou ir pra outro aeroporto... Enfim, preciso de no mínimo 40 horas pra chegar em minha cidade! Enquanto isso, por 1/8 desse tempo minhas colegas filipinas ou chinesas, chegam em suas casas, abraçam todos os parentes põem as fofocas em dia e eu... Por que fui nascer tão longe!?...
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Governo Japones oferece 3 mil dolares para brasileiros e peruanos deixarem o pais...
Eu vi no site IPC, duvidei, depois vi a reportagem na IPC TV, 3000 dólares para brasileiros e peruanos que estejam desempregados no Japão, não possuam bens e queiram ir embora, mais 2000 mil por dependente. Mas aceitar o "presente" significa não poder mais voltar ao Japão para trabalhar com visto de descendente de japoneses, apenas como turista ou outro tipo de visto de trabalho. As opiniões se dividem, para quem esta praticamente na rua, com idade avançada, sem dinheiro nem pra voltar pode ser que seja uma luz no fim do túnel... A "ajuda", será oferecida através dos balcões da HELLO WORK. Mas para quem ainda é jovem, e tem esperanças da crise passar, pode não ser um bom negocio, também pode não ser bom para nossos filhos que não poderão voltar mais... Nunca mais!!! Nunca mais é muito tempo!... Tem gente dizendo que o governo nos quer ver pelas costas, ou que usou, abusou e agora quer nos jogar fora dando uma gorjeta... O trabalhador estrangeiro sempre foi descartavel, há quem se iludiu, que se achou japonês por ter cara de japonês, por falar japonês... Temos deveres iguais, muitos deveres, pagamos todos os impostos, temos direitos, mas... Somos estrangeiros! Sou estrangeira, embora me lembre pouco disso... Gosto daqui, espero que melhore, vou esperar ate que me puxem pelos cabelos e me enfiem num avião... E, se esse dia chegar, será lamentável!!!
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Curso de nihongo em Takaoka - Gratuito
Ontem, em na cidade de Takaoka, começou o curso de japonês para estrangeiros. Cerca de 40 pessoas compareceram, entre os brasileiros, um rapaz do Paquistão e outro da Nicarágua, as mulheres estavam em minoria. Mas, todos pareciam muito interessados em aprender corretamente. O curso tem duração de 10 aulas, direcionado as pessoas que sabem pouco ou nada. Evidentemente que não da pra apender japonês em 10 dias, mas da pra aprender muita coisa, corrigir outras que falamos errado, e as pessoas interessadas podem continuar estudando sozinhas, nos cursos gratuitos da internet, ou nas classes de japonês que existem em vários lugares. O curso tem por objetivo ajudar os estrangeiros, especialmente brasileiros, a aprender japonês pois, a situação dos brasileiros no Japão tem se complicado muito, diariamente ocorrem demissões, os japoneses também estão ficando desempregados, e um novo emprego dependera muito do nível de japonês do candidato. Estudar japonês, agora, pode ser difícil, complicado, cansativo, chato( eu não acho), mas e necessidade! A partir de agora e preciso ser mais independente, e preciso saber procurar emprego sozinho, agir corretamente na entrevista, preencher formulários. Enfim, como as empreiteiras também sendo cortadas das fabricas, o trabalhador brasileiro, filipino... terá que saber se virar sozinho. O inicio do curso teve cobertura de três canais de televisão e jornais locais alem da presença de pessoas ilustres. O curso e uma iniciativa do Centro Internacional de Toyama (Toyama Kokusai Center), Associação Internacional de Takaoka, com apoio do Governo de Toyama e Prefeitura de Takaoka, esta sendo ministrado por professores e voluntários da Escola Yaponica de Toyama, que ficaram muito entusiasmados com presença e desempenho dos interessados.
E eu estou la, tentando ajudar a explicar alguma coisa, afinal, não sou tradutora. Sou apenas uma aluna que quer aprender a falar japonês, porque reclamar em português não adianta! E ontem, ao olhar a sala cheia - Eles vieram!- fiquei muito contente em ver tanta gente interessada. Espero que todos continuem ate o final, para que possa haver muito mais cursos como esse, interessante, dinâmico, muito bom!!!
Local: Takaoka Tobu Kominkan ( na rua atrás do lawson da esquina próxima ao Coração do Brasil)
telefone: Komatsu san: 076- 444 2500 ou comparecer pessoalmente
horário: seg, ter, quin, das 15 as 17 horas
ps: os acentos que estão faltando, não existem nesse programa
E eu estou la, tentando ajudar a explicar alguma coisa, afinal, não sou tradutora. Sou apenas uma aluna que quer aprender a falar japonês, porque reclamar em português não adianta! E ontem, ao olhar a sala cheia - Eles vieram!- fiquei muito contente em ver tanta gente interessada. Espero que todos continuem ate o final, para que possa haver muito mais cursos como esse, interessante, dinâmico, muito bom!!!
Local: Takaoka Tobu Kominkan ( na rua atrás do lawson da esquina próxima ao Coração do Brasil)
telefone: Komatsu san: 076- 444 2500 ou comparecer pessoalmente
horário: seg, ter, quin, das 15 as 17 horas
ps: os acentos que estão faltando, não existem nesse programa
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Crise!!!
Desemprego, o assunto do momento. Tem gente desesperada, muitos voltando para o Brasil... Ficar desempregado no Japao pode mesmo ser desesperador, principalmente quando muitos japoneses estao sendo demitidos tambem. Esperar que as coisas melhorem custa caro, aluguel, comida, os impostos... Se deseperar nao resolve. Eu espero que melhore, mas se eu nao puder pagar pela espera, tenho uma outra vida me esperando no Brasil. Talvez mais simples. Minha vida no Japao nunca foi facil, ganhar dinheiro sempre foi sofrido. Engana-se quem pensa que a gente fica rico aqui. Enganou-se quem se achou rico. Trabalhar a gente trabalha, uai! So nao da pra voltar a pe, nem de carona... Vender chiclete no farol, nao tem isso aqui... Crise??? Eu to em crise! Crise financeira, nao tenho dinheiro! Crise de de identidade, nao sei se gosto mais daqui ou de la!... Crise! Xo baixo astral, pode ate demorar um pouquinho mas vai passar!!!
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